Fazenda afirma que ações para conter combustíveis possibilitam redução da Selic
Débora Freire garante que medidas do governo para mitigar efeitos da guerra nos preços asseguram controle da inflação.
Medidas do Ministério da Fazenda para Controle da Inflação
O Ministério da Fazenda está avaliando que as ações implementadas para mitigar os impactos da guerra nos preços dos combustíveis podem ser eficazes para manter a inflação sob controle. Essa análise foi feita pela secretária de Política Econômica, Débora Freire, em uma entrevista publicada no Valor Econômico.
Freire destacou que o cenário atual representa um choque de oferta, o que pode tornar os juros um instrumento menos eficaz para lidar com a situação.
Impactos da Alta do Petróleo na Economia
A secretária também comentou sobre os efeitos da alta do petróleo na economia, que podem ser variados. Embora a elevação dos preços possa estimular a atividade econômica e aumentar a arrecadação, ela também pressiona as cadeias produtivas ao encarecer insumos como fertilizantes e derivados.
Apesar da situação, a Secretaria de Política Econômica não considera necessário implementar novas medidas no momento, uma vez que a alta dos alimentos em março foi vista como sazonal e não há necessidade de ações adicionais em relação aos fertilizantes.
Crédito e Endividamento das Famílias
A Secretaria de Política Econômica está analisando estratégias para reduzir o endividamento de famílias e empresas. A proposta é substituir dívidas com juros altos por opções mais acessíveis, com o suporte de fundos garantidores.
Para as famílias, serão estabelecidas condições para evitar um novo ciclo de endividamento, como a limitação do uso de crédito para apostas online. Freire ressaltou que a combinação de juros altos e a expansão do crédito tem diminuído a renda disponível das famílias, e a renegociação das dívidas pode liberar recursos na economia, alinhando-se ao atual ciclo de flexibilização monetária.
O objetivo é aliviar a pressão financeira sobre as famílias, sem necessariamente aumentar o nível de endividamento. Para as empresas, especialmente as micro e pequenas, o foco será no reescalonamento das dívidas, visto que muitas estão buscando crédito fora dos programas oficiais, o que implica custos elevados.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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