Juliano Medeiros critica concentração de vagas ao Senado pelo PSB em São Paulo
Juliano Medeiros, presidente nacional da federação Psol-Rede, expressou sua insatisfação com a proposta do PSB de concentrar as duas vagas ao Senado na chapa majoritária em São Paulo. Ele considera essa divisão injusta e desproporcional, ressaltando a importância de incluir um nome da federação, como Marina Silva, na composição da chapa.
A declaração de Medeiros ocorre em um momento de articulações para as eleições de 2026, onde a federação prioriza a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ampliação de suas bancadas no Congresso Nacional. Ele enfatizou que é crucial superar a cláusula de barreira, atualmente fixada em 2,5% dos votos válidos para deputado federal, para garantir a manutenção das prerrogativas partidárias.
O presidente da federação destacou que a estratégia eleitoral busca retomar o protagonismo no Senado, apostando em candidatos competitivos em diferentes estados. Em São Paulo, ele reafirmou a defesa da candidatura de Marina Silva e criticou a possibilidade de o PSB ocupar ambas as vagas na chapa liderada por Fernando Haddad, enfatizando a necessidade de representatividade.
Medeiros também observou que, embora o debate sobre as candidaturas ao Senado ainda seja prematuro, é importante que as definições ocorram rapidamente para evitar desgastes internos e permitir um foco maior na campanha. Ele reforçou que a federação está orientada pela unidade do campo progressista, especialmente em um cenário de polarização política.
Críticas à gestão de Tarcísio de Freitas
O dirigente fez críticas contundentes à administração do governador Tarcísio de Freitas, apontando retrocessos em áreas essenciais. Apesar de alguns índices positivos de avaliação, Medeiros destacou problemas graves na segurança pública e na educação, citando o aumento da violência urbana e o crescimento de feminicídios no estado.
Na área da educação, ele mencionou o fechamento de salas de aula e demissões de trabalhadores como sinais de desmonte da rede pública. Além disso, criticou a política de privatização da Sabesp, que, segundo ele, resultou em aumento de tarifas e piora no abastecimento. Medeiros concluiu que esses fatores devem ser explorados pela oposição durante a campanha, ressaltando a contradição entre a avaliação geral e a realidade vivida pela população.
Fonte por: Jovem Pan
