Félix Mendonça Júnior: quem é o investigado pela PF?
Deputado do PDT é alvo da nova fase da operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira, enquanto cumpre seu 4º mandato na Câmara.
Deputado Félix Mendonça Júnior é alvo da 9ª fase da operação Overclean
O deputado Félix Mendonça Júnior, do PDT da Bahia, foi um dos alvos da 9ª fase da operação Overclean, que foi deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2025. A operação investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal, a ação inclui 9 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e abrange a Bahia e o Distrito Federal.
Perfil do Deputado
Félix Mendonça Júnior nasceu em Itabuna, Bahia, em 1963, e é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele está em seu quarto mandato na Câmara dos Deputados e, desde abril de 2025, ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais da Câmara.
O deputado iniciou sua trajetória na Câmara em 2011 e, ao longo de 15 anos, exerceu funções como vice-líder do PDT, 1º vice-líder da sigla e líder do partido. Ele também foi vice-líder de um bloco que incluiu diversas legendas, como Solidariedade e PCdoB.
Mendonça participou de várias comissões permanentes, incluindo a Comissão de Desenvolvimento Econômico, da qual foi presidente entre 2023 e 2024, e a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, presidida por ele de 2019 a 2021. Ele é filho do ex-prefeito e ex-deputado Félix Mendonça, que faleceu em 2020.
Até o momento, o Poder360 não obteve resposta do deputado Félix Mendonça Júnior, apesar das tentativas de contato por telefone e e-mail. O texto será atualizado caso haja uma manifestação do deputado.
Detalhes da Operação Overclean
A operação Overclean foi iniciada pela Polícia Federal em 10 de dezembro de 2024, com o objetivo de investigar pessoas ligadas a pelo menos 8 partidos políticos, incluindo MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. Os crimes teriam ocorrido entre 2018 e 2024 em cinco estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
A operação visa desarticular uma organização criminosa que teria desviado recursos por meio de contratos superfaturados, a partir de licitações fraudulentas realizadas por prefeituras em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
As investigações apontam que os irmãos Alex e Fábio Parente lideraram essa organização, que supostamente cooptou funcionários públicos mediante pagamento de propina em dinheiro para manipular a execução de contratos.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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