Filho de Khamenei não promoverá mudanças estruturais no Irã, afirma especialista

Vinícius Vieira afirma que Mojtaba Khamenei deve focar na coesão do país, mantendo a postura contra EUA e Israel.

1 min de leitura
Mojtaba Khamenei (centro), filho do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é fotografado durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém), na última sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã

Mojtaba Khamenei (centro), filho do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é fotografado durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém), na última sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã

Mojtaba Khamenei assume liderança suprema do Irã

A confirmação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã indica uma continuidade nas políticas do regime islâmico, sem perspectivas de mudanças significativas, conforme análise de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Economia da FAAP e Relações Internacionais da FGV.

De acordo com Vieira, a escolha do filho de Ali Khamenei transmite uma mensagem clara de estabilidade para os setores conservadores do regime. Ele ressalta que essa decisão representa a continuidade das políticas atuais, em contraste com as expectativas de mudanças promovidas por líderes ocidentais.

Perspectivas políticas e desafios

Embora haja a possibilidade de ajustes na política interna para lidar com protestos populares relacionados a questões econômicas e sociais, os princípios fundamentais da política externa iraniana devem permanecer inalterados. Vieira destaca que a visão do Irã sobre os Estados Unidos e Israel como inimigos continuará sendo uma constante nas relações internacionais do país.

O novo líder enfrentará o desafio de manter a coesão do regime em meio a conflitos regionais. Vieira acredita que a prioridade será estabilizar o governo e, se possível, encerrar rapidamente os conflitos em andamento.

Resistência e diversidade étnica

O especialista também menciona a resiliência da República Islâmica, que possui mecanismos de defesa, como a Guarda Revolucionária e equipamentos militares de baixo custo, que podem ajudar a resistir a pressões externas. Além disso, a diversidade étnica do Irã, incluindo grupos como os curdos, pode ser uma vulnerabilidade que os Estados Unidos poderiam explorar para fomentar separatismos.

Possíveis consequências para a região

Vieira alerta que, mesmo que a República Islâmica enfrente uma queda, o resultado mais provável seria uma guerra civil, o que manteria a instabilidade na região do Oriente Médio por um longo período. Ele enfatiza que a instabilidade é uma característica persistente da região, independentemente do futuro do regime atual.

Fonte por: CNN Brasil

Sair da versão mobile