Fiocruz estabelece colaboração com empresa chinesa para fabricar vacinas
Acordo firmado durante visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à China; ele conheceu hospitais inteligentes.
Fiocruz e WuXi Biologics firmam parceria para produção de vacinas
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) assinou um memorando de entendimento com a empresa chinesa WuXi Biologics no dia 18 de março de 2026. O objetivo da parceria é aumentar a capacidade de produção de vacinas no Sistema Único de Saúde (SUS).
O acordo prevê a cooperação em etapas críticas da cadeia produtiva de vacinas, além do intercâmbio de pesquisadores e equipes técnicas. No entanto, não foram definidos objetivos específicos para a ampliação da produção de imunobiológicos.
Parceria entre Hemobrás e Tiantan
No dia 17 de março, outra colaboração foi estabelecida entre o Brasil e a China na área da saúde. A Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia) firmou um memorando de entendimento com a Tiantan, a maior produtora de hemoderivados da China.
Este acordo visa estabelecer diretrizes para futuras parcerias focadas na transferência de tecnologia, com o intuito de aumentar a capacidade industrial brasileira na produção de hemoderivados para o SUS. Os hemoderivados são medicamentos derivados do plasma sanguíneo, utilizados no tratamento de hemofilia e outras condições crônicas.
Visita do Ministro da Saúde à China
Ambos os acordos foram discutidos durante a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à China. O ministro passou por cidades como Shenzhen e Chengdu, e seguirá para Xangai.
Hospitais Inteligentes e Inovações na Saúde
A viagem de Padilha também inclui visitas a hospitais inteligentes e reuniões com executivos de empresas de tecnologia, como a Huawei. A implementação de tecnologia avançada nas unidades de saúde é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Recentemente, o Novo Banco dos Brics (NDB) aprovou um financiamento de R$ 1,7 bilhão para a construção do primeiro hospital inteligente do Brasil em São Paulo. Este conceito integra atendimentos médicos com tecnologias como inteligência artificial e telessaúde, visando reduzir o tempo de atendimento em emergências.
Além do financiamento do NDB, o governo federal destinará R$ 110 milhões e o governo de São Paulo outros R$ 55 milhões para este projeto, que deve ser concluído até 2029. O governo também planeja criar uma rede de 14 UTIs automatizadas em diferentes estados, com a China sendo referência global em tecnologia na saúde.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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