Flórida inicia investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio universitário

Ataque em abril do ano passado deixa duas pessoas mortas e seis feridas perto do centro estudantil da instituição.

21/04/2026 15:30

3 min

Flórida inicia investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio universitário
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação Criminal Contra ChatGPT e OpenAI na Flórida

A Procuradoria-Geral da Flórida iniciou uma investigação criminal envolvendo o ChatGPT e sua controladora, a OpenAI. A ação foi motivada pela análise de mensagens trocadas entre o chatbot e um homem acusado de assassinar duas pessoas na Universidade Estadual da Flórida no ano passado.

O procurador-geral, James Uthmeier, destacou que as conversas sugerem que o ChatGPT teria “oferecido aconselhamento significativo ao atirador antes de ele cometer crimes tão hediondos”. Entre as interações, o suspeito questionou sobre a eficácia de uma arma a curta distância e quais munições seriam adequadas.

Uthmeier comentou que, se as interações fossem com uma pessoa, haveria acusações de homicídio. O ataque ocorreu em abril do ano passado, em Tallahassee, resultando na morte de duas pessoas e ferimentos em outras seis, incluindo um estudante. O suspeito, que na época tinha 20 anos e era aluno da universidade, enfrenta várias acusações e aguarda julgamento preso.

As mensagens entre o suspeito e o ChatGPT foram reunidas como evidência. No dia do ataque, ele questionou o chatbot sobre a reação do país a um tiroteio na universidade e sobre o horário de maior movimento no centro estudantil, conforme registros obtidos por meio de um pedido público.

Apuração Civil em Andamento

Uthmeier anunciou no dia 9 de abril a abertura de uma investigação sobre a OpenAI e o ChatGPT. Em 21 de abril, ele afirmou que a apuração civil, que investiga a responsabilidade da empresa, seguirá em paralelo à investigação criminal.

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A OpenAI declarou anteriormente que cooperará com as autoridades, afirmando que desenvolveu o ChatGPT para entender a intenção dos usuários e responder de forma segura. Contudo, não houve resposta imediata quando a empresa foi contatada novamente.

Uthmeier reconheceu que a OpenAI é uma empresa e não uma pessoa, o que torna a investigação de responsabilidade criminal um território jurídico inexplorado. Ele enfatizou a necessidade de verificar se “seres humanos podem ter participado do desenho, da gestão e da operação” do chatbot, o que poderia justificar a responsabilização penal.

O gabinete do procurador pretende intimar a empresa a apresentar documentos, incluindo políticas internas e materiais de treinamento sobre como lidar com usuários que possam representar riscos a si mesmos ou a terceiros.

Contexto Político e Medidas sobre Inteligência Artificial

James Uthmeier foi nomeado procurador-geral no ano passado pelo governador Ron DeSantis, que busca um mandato completo nas próximas eleições. DeSantis, que também é republicano, tem defendido a implementação de medidas para limitar o poder da inteligência artificial, posicionando-se em contraste com a abordagem mais favorável à tecnologia adotada pela Casa Branca.

O governador solicitou que o Legislativo estadual estabeleça regras para o uso de IA em uma sessão especial programada para a próxima semana.

Fonte por: Jovem Pan

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