FMU experimenta novo modelo de avaliação acadêmica com IA

Projeto piloto usa inteligência artificial para conduzir entrevistas em vídeo e verificar a autoria de trabalhos acadêmicos.

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(Imagem de reprodução da internet).

FMU Inicia Testes de Avaliação Acadêmica com Inteligência Artificial

O Centro Universitário FMU deu início a testes de um novo método de avaliação acadêmica, desenvolvido para validar a aprendizagem em meio ao avanço das ferramentas de inteligência artificial. Essa inovação foi criada em parceria com a plataforma TasqClass e combina a entrega de estudos de caso com uma etapa de validação por vídeo, mediada por IA.

Funcionamento do Novo Método de Avaliação

O sistema de avaliação opera através de um fluxo automatizado. Após o aluno submeter a resolução de um desafio técnico, a plataforma gera um link para uma videochamada. Durante essa etapa, a inteligência artificial faz uma série de perguntas estruturadas sobre as escolhas, estratégias e justificativas utilizadas pelo estudante em seu trabalho.

O principal objetivo é comparar o conteúdo apresentado com a capacidade do aluno de sustentar seu raciocínio, promovendo uma experiência de aprendizado mais interativa e reflexiva.

Experiência dos Alunos

Thiago Campos, um aluno de 25 anos do curso de administração, descreveu a avaliação como uma experiência inovadora que estimula o estudo. Ele mencionou que, apesar do nervosismo inicial que o formato em vídeo pode causar, a atividade contribuiu para seu aprendizado, alinhando-se ao conteúdo do semestre e contando com o apoio do corpo docente. “Gostei do desafio e sinto que me incentivou a estudar ainda mais”, afirmou.

Critérios de Correção da Avaliação

A correção do novo método é dividida em dois critérios: um avalia a qualidade técnica da solução apresentada, enquanto o outro considera o desempenho do aluno durante a arguição em vídeo. Os professores recebem um resultado consolidado, além de alertas automáticos caso sejam detectadas irregularidades nas gravações ou nas respostas dos alunos.

De acordo com o reitor Ricardo Ponsirenas, essa metodologia muda o foco do controle sobre o uso de tecnologias externas. “Esse modelo rompe com a lógica de ‘pegar ou não pegar’ o uso de IA. O grande desafio do ensino superior é que o aluno seja capaz de compreender, explicar e sustentar suas próprias decisões”, destacou.

Expansão do Método para Outras Disciplinas

O piloto do novo método foi aplicado na disciplina de gestão estratégica de projetos do curso de administração. A FMU planeja expandir essa abordagem a partir de 2026, abrangendo outras disciplinas nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, visando aprimorar a experiência de aprendizado dos alunos.

Fonte por: CNN Brasil

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