Fraude no INSS: Defesa de Lulinha afirma que quebra de sigilo é ‘desnecessária’
Advogado do filho de Lula se pronuncia após aprovação da CPMI do INSS nesta quinta-feira (26)
Defesa de Lulinha se Pronuncia sobre Quebra de Sigilo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se manifestou nesta quinta-feira (26) após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aprovar a quebra de sigilo do empresário. A medida foi tomada no contexto de investigações sobre fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O advogado de Lulinha afirmou que a quebra de sigilo é “dispensável”.
O advogado Guilherme Suguimori expressou confiança no resultado da quebra, afirmando que Lulinha não teve participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime. Ele ressaltou que o empresário está à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos.
Autorização do STF e Investigações
A defesa também comentou sobre a autorização do ministro André Mendonça, do STF, para quebrar os sigilos bancário, telemático e fiscal de Lulinha. Desde o início, o empresário se colocou à disposição para colaborar com as investigações, buscando esclarecer os fatos e evitar a politização de seu nome.
Em janeiro, Mendonça acatou um pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilo, que investiga o envolvimento de Lulinha em um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. O empresário foi mencionado em uma decisão que permitiu novas fases da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a aposentados e pensionistas.
CPMI do INSS e Suspeitas de Fraude
A CPMI do INSS, instalada em 20 de agosto, realizou 32 reuniões até agora, focando em fraudes em empréstimos consignados. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, descreveu Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como o responsável por um esquema que movimentou R$ 24,5 milhões em apenas cinco meses.
As investigações revelaram que mensagens encontradas no celular de Antunes mencionavam repasses de valores a Lulinha, o que levanta suspeitas sobre o envolvimento do empresário nas fraudes.
Conclusão da Defesa
A defesa de Lulinha reiterou sua disposição em colaborar com as investigações e pediu acesso à suposta quebra de sigilo, afirmando que fornecerá voluntariamente os documentos necessários. O advogado enfatizou que a quebra de sigilo é desnecessária, pois Lulinha já demonstrou interesse em contribuir com a Justiça desde o início do processo.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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