Galípolo se reúne com diretor-geral da PF para discutir caso Master

Reunião em Brasília nesta 4ª feira (14.jan) discute a 2ª fase da operação Compliance Zero, que bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens.

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Galípolo

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Reunião entre Banco Central e Polícia Federal sobre o Banco Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reunirá nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, às 18h30, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir o caso do Banco Master. A reunião ocorre em um momento crítico, pois a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga o banco por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Operação Compliance Zero e Investigações

A Polícia Federal iniciou a segunda fase da operação Compliance Zero, que envolve buscas em locais relacionados a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e seus familiares. A operação também mira o empresário Nelson Tanure. Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

A defesa de Vorcaro afirmou que ele tem colaborado integralmente com as investigações em andamento.

Fraudes e Títulos Podres no Banco Master

O Banco Central já declarou que não tinha conhecimento de uma fábrica de créditos falsos no sistema financeiro. A fraude contábil do Banco Master está ligada à empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A., que teria gerado uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos inexistentes. O Master obteve parte dos papéis que vendeu ao Banco de Brasília sem lastro.

O Banco Central informou que o Banco Master praticou gestão fraudulenta e desviou R$ 11,5 bilhões para fundos. As investigações indicam que os recursos foram reciclados por meio de uma rede de fundos e sociedades, mantendo a mesma origem e beneficiário final.

Conclusão sobre as Irregularidades

O Banco Central tomou conhecimento da existência de títulos podres do Banco Master no primeiro semestre de 2025, mas não mencionou alertas feitos por entidades como o Fundo Garantidor de Crédito. As fraudes foram descobertas durante a negociação de compra do banco pelo BRB, formalizada em março de 2025, e a liquidação extrajudicial do conglomerado foi decretada em novembro do mesmo ano.

Os indícios de ilegalidades foram comunicados ao Ministério Público Federal em julho de 2025, e uma nova comunicação ocorreu no dia da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro.

Fonte por: Poder 360

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