Genro se opõe à divisão do Ministério da Justiça, defendido pelo PT

Ex-ministro alerta para “resistência” caso governo crie nova pasta por MP e defende debate amplo sobre o tema.

2 min de leitura
Tarso Genro, ex-ministro da Justiça no 2º mandato de Lula

Tarso Genro, ex-ministro da Justiça no 2º mandato de Lula

Tarso Genro se posiciona sobre novo Ministério da Segurança Pública

Após a saída de Ricardo Lewandowski, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT-RS) afirmou que não é o momento adequado para desmembrar a pasta e criar o Ministério da Segurança Pública. Ele argumenta que essa mudança, defendida por setores do PT como uma bandeira para as eleições de 2026, não deve ser feita por medida provisória em um ano eleitoral.

Opinião de Tarso Genro

Genro declarou que não está se oferecendo para o cargo e que não considera apropriado pressionar o presidente em um momento tão crítico para o país, que antecede as eleições. Ele também mencionou que não tem conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva há três meses.

Possíveis candidatos ao Ministério

Tarso Genro é um dos três nomes sugeridos pelo Setorial de Segurança Pública do PT para liderar um eventual Ministério da Segurança Pública. A lista, enviada ao presidente do partido Edinho Silva, inclui:

A carta solicita que o futuro titular do ministério seja vinculado ao PT e pede que Edinho leve essas indicações a Lula.

Proposta de discussão ampla

Genro sugere que, ao invés de criar uma nova pasta, o futuro ministro da Justiça deve promover um diálogo abrangente com a sociedade sobre a estrutura do novo Ministério da Segurança Pública. Ele acredita que a criação da pasta por medida provisória enfrentaria resistência significativa.

O ex-governador ressaltou que a proposta de criação do ministério é válida e necessária, mas que a estratégia deve ser revista para que o governo possa dar uma resposta estrutural à questão.

Nomeações em disputa

O advogado-geral da Petrobras, Wellington Lima e Silva, é considerado o principal candidato para o Ministério da Justiça. Ele já ocupou cargos na Casa Civil e, brevemente, na Justiça durante o governo Dilma Rousseff. O nome de Wellington é apoiado pela ala baiana próxima a Lula.

O Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública), que é a favor da criação do ministério, sugere também os nomes de:

Enquanto a decisão não é tomada, Manoel Carlos de Almeida Castro permanece como ministro interino da Justiça e Segurança Pública.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile