Gilmar apoia arquivamento da PGR sobre afastamento na relatoria do caso Master

Magistrado destaca funcionamento regular das instituições da República em resposta a suspeição ligada a viagem de ministro com advogado do Banco Master.

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(Imagem de reprodução da internet).

Gilmar Mendes defende arquivamento de pedido contra Toffoli

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiou a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido para que o ministro Dias Toffoli fosse retirado da relatoria do caso Master. Mendes destacou que essa resolução demonstra o funcionamento regular das instituições da República.

Contexto do pedido de suspeição

A representação para a suspeição de Toffoli foi apresentada por parlamentares, fundamentada na viagem do ministro em um jatinho com um advogado de executivos do banco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não havia necessidade de providências, já que o caso estava sendo apurado pelo STF com a atuação regular da PGR.

Gilmar Mendes, em sua conta no X, ressaltou que decisões baseadas em critérios jurídicos objetivos fortalecem a segurança jurídica e a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro. Ele também enfatizou a importância do devido processo legal e do respeito às garantias institucionais para a estabilidade democrática.

Reações e próximos passos

O despacho de Gonet não abordou o mérito da representação, limitando-se a afirmar que não haveria providências a serem tomadas. O caso não incluiu os fatos mais recentes sobre o investimento de um cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro em um resort, que tinha como sócios os irmãos de Toffoli.

Na cúpula da PGR, o tema da suspeição de Toffoli é tratado com cautela, com a avaliação de que um pedido desse tipo teria poucas chances de sucesso no STF. As tentativas anteriores de afastar ministros da Corte durante a Lava Jato resultaram em consequências desastrosas.

Novos pedidos de suspeição

A representação arquivada foi apresentada em 12 de dezembro por deputados federais, incluindo Caroline de Toni, Carlos Jordy e Adriana Ventura. Recentemente, a oposição anunciou que irá apresentar um novo pedido de suspeição, citando elementos “inéditos e mais graves” que reforçam a necessidade de afastamento de Toffoli da condução da Operação Compliance Zero.

Esses novos elementos envolvem conexões pessoais, patrimoniais e interesses relacionados ao banco que foi liquidado em novembro do ano passado.

Fonte por: Estadao

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