Gilmar vota contra a lei de SC que limita cotas raciais
Gilmar Mendes vota pela inconstitucionalidade de lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades públicas.
Ministro do STF Declara Inconstitucional Lei de Santa Catarina sobre Cotas
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (10) pela inconstitucionalidade de uma lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas raciais e para outras minorias em universidades públicas do estado. Essa restrição também se aplica a instituições que recebem bolsas financiadas pelo governo catarinense.
A legislação impede a implementação de reserva de vagas, cotas ou ações afirmativas, incluindo vagas suplementares, para ingresso de estudantes e contratação de profissionais. No entanto, mantém a reserva de vagas para pessoas com deficiência, baseada em critérios econômicos, e para estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.
Embora a nova norma não proíba explicitamente a reserva de vagas com base em raça ou outras minorias, ela limita as opções de critérios para a adoção de cotas. A medida não afeta instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e institutos federais, mas impacta a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e outras instituições que fazem parte da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), além de faculdades privadas que recebem bolsas do programa Universidade Gratuita e do Fundo de Apoio à Educação Superior (Fumdesc).
Punições para Instituições que Descumprirem a Lei
As instituições que não cumprirem a nova legislação estarão sujeitas a diversas punições, incluindo:
- Multa administrativa de R$100 mil;
- Corte dos repasses de verbas públicas;
- Processo administrativo disciplinar contra os responsáveis pela elaboração e publicação das normas do certame.
A Udesc, principal instituição afetada, manifestou sua discordância em relação à lei, afirmando que a proibição das cotas “contraria o interesse público, caracterizando um retrocesso inconstitucional e um dano irreparável ao progresso social e científico de Santa Catarina”.
Antes da sanção da lei, a UFSC também se posicionou, denunciando ataques e desinformação sobre suas políticas de ações afirmativas, especialmente em relação às vagas suplementares para pessoas trans na graduação, que estão em vigor desde 2023. A universidade esclareceu que essas vagas adicionais não comprometem o número original de cursos, mas visam ampliar o acesso de grupos historicamente subrepresentados ao ensino superior.
Considerações Finais
A decisão do STF e as repercussões da nova lei de Santa Catarina levantam importantes questões sobre a inclusão e a diversidade nas instituições de ensino superior. O debate sobre cotas e ações afirmativas continua a ser um tema central nas discussões sobre igualdade de oportunidades no Brasil.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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