Golpe da falsa agência de viagens: saiba como se proteger nas férias

Identifique fraudes online e verifique a veracidade de empresas de turismo para evitar golpes em pacotes de viagem baratos.

04/02/2026 4:30

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Hacker com laptop

Golpe da Falsa Agência de Viagens: Entenda o Risco

O golpe da falsa agência de viagens é uma prática criminosa em que estelionatários criam empresas fictícias ou clonam marcas conhecidas para vender pacotes turísticos, passagens aéreas e reservas de hospedagem inexistentes. O principal objetivo é obter dinheiro de forma ilícita através de pagamentos antecipados, além de roubar dados pessoais sensíveis. Essa fraude se aproveita da busca dos consumidores por preços competitivos e da facilidade das transações digitais.

Características da Fraude no Turismo

Esse golpe se baseia na engenharia social e no phishing. Os criminosos criam uma infraestrutura digital que parece legítima, incluindo sites bem elaborados, perfis em redes sociais com seguidores (muitas vezes comprados) e atendimento via aplicativos de mensagem. A fraude se distingue de um serviço ruim pela inexistência do produto vendido, com pacotes que incluem aéreo e hotel a preços muito abaixo da média, gerando um senso de urgência.

Esse tipo de ataque é classificado como voltado ao usuário final, explorando vulnerabilidades comportamentais em vez de falhas de software.

Como Funciona o Golpe

O esquema opera em um fluxo lógico projetado para maximizar o lucro antes que a fraude seja descoberta. O ciclo de vida do golpe geralmente envolve três fases:

  • Atração: Criação de anúncios em redes sociais e motores de busca com ofertas agressivas, como “7 dias em resort all-inclusive por R$ 500”.
  • Conversão: Atendimento rápido e solicito, utilizando gatilhos mentais de escassez para pressionar o pagamento imediato.
  • Desaparecimento: Após o recebimento do pagamento, geralmente via Pix ou boleto bancário, os canais de comunicação são bloqueados e o site pode ser retirado do ar.

Em casos mais sofisticados, os golpistas emitem vouchers falsos ou reservas canceladas, fazendo com que a vítima descubra o problema ao chegar no aeroporto ou hotel.

Como Identificar um Pacote de Viagem Falso

Para validar a autenticidade de uma oferta e garantir a segurança da transação, é essencial seguir um protocolo rigoroso de verificação que vai além da aparência do site.

1. Verificação no Cadastur

O primeiro passo é consultar o Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), um sistema do Ministério do Turismo do Brasil.

  • Acesse o site oficial do Cadastur.
  • Busque pelo CNPJ ou nome da empresa.
  • Verifique se o status está “Regular”.

Empresas legais no setor de turismo devem ter esse cadastro. A ausência dele é um forte indício de irregularidade.

2. Análise Técnica do Domínio (Whois)

Muitos sites fraudulentos são criados pouco antes da aplicação do golpe. Ferramentas de “Whois” permitem verificar a idade do domínio.

  • Utilize serviços como registro.br (para domínios .br) ou whois.com.
  • Verifique a data de criação do site. Se a agência afirma ter “anos de experiência”, mas o site foi criado há duas semanas, isso é uma inconsistência grave.
  • Observe se os dados do proprietário do domínio estão ocultos ou se coincidem com o CNPJ informado.

3. Validação de Reputação e Histórico

A pesquisa de reputação deve ser feita em plataformas independentes, não apenas nos depoimentos do próprio site da empresa.

  • Busque a empresa no “Reclame Aqui” e no “Consumidor.gov.br”.
  • Analise a nota e o teor das reclamações recentes. Relatos de “vouchers não enviados” ou “falta de comunicação após pagamento” são sinais de alerta.
  • Desconfie de perfis em redes sociais com comentários bloqueados ou limitados.

4. Checagem de Preços e Métodos de Pagamento

Entender a lógica de precificação do mercado é essencial para identificar pacotes de viagem falsos.

  • Compare o valor ofertado com os preços praticados diretamente por companhias aéreas e hotéis. Descontos de 50% ou mais sobre a tarifa base são inviáveis para agências legítimas.
  • Desconfie de empresas que aceitam apenas pagamento via Pix ou transferência bancária para pessoas físicas. Agências sérias oferecem cartão de crédito e contas jurídicas.

Consequências e Riscos para o Consumidor

Interagir com falsas agências de viagens pode resultar em consequências que vão além da perda financeira imediata. A exposição a esses ambientes digitais fraudulentos acarreta riscos à segurança da informação e transtornos logísticos.

  • Comprometimento de dados: Ao preencher cadastros em sites falsos, a vítima fornece informações pessoais que podem ser vendidas na Dark Web ou usadas para fraudes.
  • Prejuízo financeiro irreversível: Pagamentos instantâneos, como o Pix, são difíceis de reaver, pois o dinheiro é rapidamente dispersado pelos criminosos.
  • Transtornos logísticos: A descoberta do golpe muitas vezes ocorre durante a viagem, deixando o consumidor sem hospedagem ou passagem de volta.

Perguntas Frequentes

1. É possível recuperar o dinheiro após cair no golpe da falsa agência?
É difícil, mas possível. Deve-se registrar um Boletim de Ocorrência imediatamente e acionar o banco através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, caso essa tenha sido a forma de pagamento.

2. Sites com o cadeado de segurança (HTTPS) são sempre confiáveis?
Não. O cadeado indica que a conexão é criptografada, mas não garante a idoneidade da empresa por trás do site.

3. Agências de viagem online (OTAs) famosas também podem ser golpe?
Geralmente não, se você estiver no site oficial. O risco está em “clones” que imitam grandes empresas, mas possuem URLs ligeiramente diferentes.

A prevenção contra fraudes no setor de turismo exige ceticismo e verificação técnica. Ao combinar a consulta ao Cadastur, a análise de infraestrutura digital e a comparação de mercado, o consumidor cria camadas de proteção eficazes. Lembre-se de que preços excessivamente baixos são um sinal de alerta para o golpe da falsa agência de viagens. Priorize sempre a segurança da transação em vez de uma economia duvidosa.

Fonte por: Jovem Pan

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