Gonet e senador do PL debatem prisão domiciliar de Bolsonaro

Aliados intensificam articulações para concessão de benefício ao ex-presidente, conforme informado pela Jovem Pan.

05/02/2026 12:20

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Wellington Fagundes (PR-MT) Paulo Gonet

Reunião sobre a situação de Jair Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se reunirá nesta quinta-feira (5) com o senador Wellington Antonio Fagundes (PL-MT) para discutir a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente se encontra preso em uma Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”.

Durante o encontro, serão abordados temas como a possibilidade de concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro e a autorização para que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, possa se encontrar com o ex-presidente. A reunião está agendada para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF).

Articulações políticas em favor de Bolsonaro

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, e seus aliados políticos têm intensificado as articulações em busca de alternativas jurídicas. A defesa do ex-presidente está avaliando novos pedidos junto às autoridades competentes.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também se envolveu nas negociações, tendo se reunido com o ministro do STF, Gilmar Mendes, para discutir a situação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também está participando das articulações, mantendo contato com membros da Suprema Corte.

Possibilidade de prisão domiciliar

Recentemente, a possibilidade de prisão domiciliar para Bolsonaro, que antes parecia descartada, voltou a ser discutida nos bastidores. Michelle e outros líderes da direita estão tentando convencer ministros do Supremo a intercederem em favor do ex-presidente junto a Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou em sua prisão. Segundo senadores da oposição, essa ação poderia ajudar a “selar a paz” entre os poderes Legislativo e Judiciário.

Estado de saúde de Bolsonaro

Na última terça-feira (13), os advogados de Bolsonaro protocolaram um novo pedido após o ex-presidente ter sofrido uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, no dia 6. Ele apresentou um “traumatismo craniano leve”, segundo a equipe médica.

A Polícia Federal prestou os primeiros socorros e não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a não autorizar inicialmente a ida ao hospital. No entanto, no dia seguinte, o ministro atendeu ao pedido da defesa e permitiu que Bolsonaro realizasse exames médicos, sendo liberado algumas horas depois para retornar à PF.

Conclusão

A situação de Jair Bolsonaro continua a ser um tema central nas discussões políticas, com esforços sendo feitos por seus aliados para buscar alternativas que possam levar à sua liberdade ou ao menos a uma condição de prisão mais branda. As articulações políticas e os desdobramentos legais seguirão sendo monitorados de perto.

Fonte por: Jovem Pan

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