Governistas apresentam relatório alternativo da CPI do INSS ao STF

Deputado Paulo Pimenta afirma que documentos provam a consolidação de esquema de corrupção no governo de Jair Bolsonaro.

09/04/2026 6:20

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Paulo Pimenta

Relatório Alternativo da CPMI do INSS é Entregue ao STF

Na quarta-feira, 8 de abril de 2026, congressistas da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram um relatório alternativo ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a CPMI do INSS. A comissão investiga um esquema de desvio de aposentadorias que, segundo estimativas, ultrapassa R$ 10 bilhões em dez anos.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também solicitou ao STF a prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas, com acusações que incluem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O relatório alternativo, que não foi analisado pela comissão, pede o indiciamento de 130 indivíduos e investigações adicionais sobre 71 outros.

Detalhes do Relatório e Acusações

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) destacou que o relatório paralelo evidencia a existência de um esquema criminoso que teria sido facilitado por cumplicidades dentro do governo anterior de Jair Bolsonaro. Pimenta assegurou que os aposentados já estão recebendo a devolução de valores e que esforços estão sendo feitos para impedir que esse tipo de crime ocorra novamente.

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou o relatório alternativo como uma estratégia para obstruir a votação do parecer oficial. Este documento, liderado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), amplia a lista de investigados para cerca de 201 pessoas, com foco especial no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Conclusão e Implicações Futuras

O PT argumenta que o esquema de corrupção teve início em 2017, mas se intensificou durante o governo Bolsonaro. O partido pediu o indiciamento do ex-presidente, considerando-o o “cérebro” do esquema que visava financiar campanhas de políticos como o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Flávio Bolsonaro também é mencionado na lista de indiciados por lavagem de dinheiro.

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Fonte por: Poder 360

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