Governistas celebram rejeição do relatório da CPI do INSS; veja o vídeo

Tropa de choque do Planalto atua para derrotar texto que indiciava Lulinha e mais 215 pessoas. Confira no Poder360.

28/03/2026 12:40

2 min de leitura

Os deputados federais do PT Alencar Santana (à esq.), Paulo Pime...

Vitória Política do Governo na Rejeição da CPMI do INSS

A base aliada do governo no Congresso celebrou a rejeição do relatório final da CPMI do INSS, uma conquista política orquestrada pelo Palácio do Planalto. Os congressistas governistas atuaram nos bastidores para derrubar o parecer do relator, que sugeria o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de outras 215 pessoas envolvidas em fraudes na Previdência.

Mobilização da Base Governista

Nos dias que antecederam a votação, a base governista intensificou suas ações, realizando negociações e pressionando membros da comissão para barrar o relatório. O documento denunciava um esquema bilionário que envolvia descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além de empréstimos consignados irregulares.

O parecer indicava que Lulinha e outros investigados poderiam ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato. Contudo, a base governista conseguiu reunir votos suficientes para rejeitar o documento, esvaziando o principal resultado político da comissão.

Argumentos nos Bastidores

Aliados do Planalto argumentaram que o relatório apresentava um viés político e carecia de provas concretas contra o filho do presidente. Durante os trabalhos, membros da CPMI afirmaram que não houve tempo hábil para uma análise completa dos dados sigilosos relacionados a Lulinha, o que deixou lacunas nas conclusões.

Investigação de Fraudes no INSS

A CPMI foi criada para investigar fraudes no INSS, com foco em descontos indevidos e empréstimos consignados. Durante as investigações, foram realizados interrogatórios, análises de documentos e aprovações de quebras de sigilo.

Os aposentados, especialmente os de baixa renda, foram os mais prejudicados, enfrentando descontos sem consentimento e, em muitos casos, sem conhecimento do motivo. A comissão aprovou mais de 1.000 pedidos de quebra de sigilo, abrangendo dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos, afetando 649 pessoas e empresas.

Ao todo, a comissão realizou 38 reuniões, incluindo sessões deliberativas e oitivas de testemunhas e investigados. Os congressistas também aprovaram convocações, requerimentos de informação e o compartilhamento de dados com órgãos de controle.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.