Governo anuncia plano de R$ 27,5 bilhões para reduzir gases poluentes

Plano Clima é concluído após debates com o setor agro e define limites de emissões; fundo atinge maior orçamento da história.

16/03/2026 21:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Governo Lula Lança Plano Clima 2024-2035

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta segunda-feira (16 de março de 2026), o Plano Clima 2024-2035, que estabelece metas e estratégias para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. O plano conta com um orçamento recorde de R$ 27,5 bilhões, o maior já aprovado pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, para o ano de 2026.

Coordenado por 25 ministérios, o Plano Clima abrange metas de redução de emissões em oito setores da economia, além de estratégias para adaptação a eventos climáticos extremos e mecanismos de financiamento. O objetivo é alcançar emissões líquidas zero até 2050.

Estratégias e Financiamento do Plano

O Fundo Clima, operado pelo BNDES e administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é o principal instrumento federal para financiar ações que visem a redução das emissões de gases de efeito estufa. O plano prevê um orçamento de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis para 2026, além de R$ 5,9 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos sem retorno financeiro direto.

Desde 2023, o governo mobilizou R$ 52,4 bilhões pelo Fundo Clima, e outros R$ 127 bilhões através do programa Eco Invest Brasil, que visa atrair investimentos privados. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, espera que o ciclo de quatro anos alcance cerca de R$ 200 bilhões.

  • Recursos novos aportados pelo governo federal anualmente via Lei Orçamentária Anual;
  • Retorno das disponibilidades do próprio fundo;
  • Pagamentos de empréstimos concedidos anteriormente;
  • Amortização dos juros dessas operações.

Desafios na Agropecuária

O plano estabelece uma faixa de variação de -7% a +2% nas emissões do setor agropecuário até 2035. O secretário nacional de Mudança do Clima, Aluísio Melo, defendeu a meta, que permite um aumento de até 2% nas emissões, sem sinalizar uma revisão. A expectativa é que o setor cresça 2,6% ao ano até 2035, o que exigirá uma redução significativa na intensidade carbônica.

A meta exclui as emissões decorrentes da mudança de uso da terra em propriedades rurais privadas, que têm um objetivo separado de alcançar emissões negativas até 2035.

Conclusão

O lançamento do Plano Clima 2024-2035 representa um passo significativo na luta do Brasil contra as mudanças climáticas, com um foco claro em financiamento e estratégias de adaptação. No entanto, a implementação das metas, especialmente no setor agropecuário, ainda enfrenta desafios e requer um compromisso contínuo para garantir a sustentabilidade ambiental do país.

Fonte por: Poder 360

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