Governo anuncia superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro

Resultado do Tesouro Nacional revela saldo positivo nas contas do governo central, divulgado nesta quarta-feira. Confira no Poder360.

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Rogério Ceron fala a jornalistas

Rogério Ceron fala a jornalistas

Superávit Primário do Governo Central em Janeiro de 2026

O governo central alcançou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional em 25 de fevereiro de 2026. Este resultado faz parte do Resultado do Tesouro Nacional (RTN).

Embora seja o quarto maior superávit da série histórica desde 1997, houve uma queda de 2,2% em termos reais em comparação a janeiro de 2025.

Detalhes do Resultado Primário

O resultado primário é composto pelas contas do Tesouro Nacional e do Banco Central do Brasil, que registraram um superávit de R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 20,6 bilhões.

A receita líquida teve um crescimento de 1,2% em termos reais em relação a janeiro de 2025, com um aumento de R$ 3,3 bilhões. As receitas administradas pela Receita Federal cresceram 3,7%, destacando-se o Imposto sobre a Renda, que subiu R$ 3,9 bilhões.

Alterações na Arrecadação

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aumentou R$ 2,7 bilhões devido a mudanças introduzidas pelo Decreto 12.499/2025. A arrecadação previdenciária também teve um aumento real de 6,9%, com um acréscimo de R$ 3,9 bilhões, impulsionada pelo crescimento da massa salarial e pela reoneração da folha de pagamento.

No entanto, as receitas não administradas caíram R$ 5,8 bilhões, com a exploração de recursos naturais recuando R$ 5,1 bilhões, influenciada pela queda nos preços internacionais do petróleo e pela valorização do câmbio.

Despesas Totais e Impactos

As despesas totais aumentaram 2,9% em termos reais, resultando em um incremento de R$ 5,3 bilhões. Esse aumento foi concentrado em benefícios previdenciários, que subiram R$ 4,0 bilhões devido ao reajuste do salário-mínimo, e em gastos com pessoal, que tiveram alta de R$ 3,3 bilhões.

Por outro lado, houve uma redução de R$ 1,9 bilhão nas despesas obrigatórias, com o Bolsa Família apresentando uma queda de R$ 1,3 bilhão e o Ministério da Saúde, de R$ 605,1 milhões. O gasto com seguro-desemprego também recuou R$ 1,5 bilhão, uma vez que os pagamentos do seguro-defeso foram programados para fevereiro.

Fonte por: Poder 360

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