Decisão sobre relatoria do projeto Antifacção gera reações divergentes
A escolha do presidente da Câmara, Hugo Motta, de manter o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto Antifacção provocou reações distintas entre os parlamentares. Enquanto a base governista expressou críticas, a oposição celebrou a decisão.
Conforme informações anteriores, os aliados do governo pressionavam por uma mudança na relatoria devido a diversas alterações feitas por Derrite no texto aprovado no ano passado. O relator apresentou seis versões do projeto e foi alvo de críticas, pois muitos acreditam que suas modificações enfraquecem a estrutura da Polícia Federal.
Posicionamento do Partido dos Trabalhadores
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) reafirmou seu interesse em votar o Projeto de Lei Antifacção, mas deixou claro que se oporá ao texto aprovado na Câmara, relatado por Derrite. O partido argumenta que a versão atual desconfigura a proposta original do governo.
De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), o texto de Derrite fragmenta e descentraliza recursos, comprometendo a criação de um sistema único de segurança pública. Uczai defende a proposta aprovada no Senado, que, segundo ele, fortaleceu aspectos essenciais, como a criação de um fundo nacional para sustentar ações de inteligência e modernização dos órgãos de informação.
Reações da Oposição e Próximos Passos
A oposição, por sua vez, comemorou a decisão de manter Derrite à frente do projeto de combate ao crime organizado, considerando a escolha de Hugo Motta como acertada e esperada.
Derrite planeja realizar modificações no texto e busca reintegrar pontos que foram excluídos durante a tramitação no Senado, o que pode gerar resistência por parte da base governista. Nos próximos dias, parlamentares da base pretendem estabelecer um canal de diálogo com o relator, visando construir um entendimento sobre o projeto.
Fonte por: Jovem Pan
