Governo do RJ é chamado de “sede do crime organizado” por assessor de Castro
Victor Travancas busca exoneração após ocupar diversos cargos na administração estadual; entenda a situação no Poder360.
Declarações Controversas de Advogado sobre o Governo do Rio de Janeiro
Victor Travancas, advogado e assessor da Secretaria da Casa Civil do governo de Cláudio Castro (PL-RJ), fez declarações impactantes ao afirmar que o Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual, é o “gabinete do crime organizado do Rio de Janeiro”. A afirmação ocorreu durante uma entrevista ao ex-governador Anthony Garotinho, no programa “Pode, Garotinho?” transmitido pelo YouTube.
Em sua fala, Travancas destacou que o crime organizado opera dentro do Palácio Guanabara, revelando uma grave crítica à administração atual. Ele também mencionou ter solicitado sua exoneração do cargo diversas vezes, mas sem sucesso, alegando que não pode processar o governador enquanto estiver em sua equipe.
Críticas à Nomeação de Criminosos
Travancas qualificou a situação do governo fluminense como “gravíssima” e criticou as escolhas de Cláudio Castro para seu secretariado. Ele afirmou que o critério de nomeação do governador tem sido a inclusão de pessoas com histórico criminal, citando o ex-deputado federal André Moura, que já foi condenado por crimes contra a administração pública.
Além disso, mencionou o ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin, cujo filho está envolvido em um caso de estupro coletivo. Essas declarações levantam preocupações sobre a integridade das nomeações feitas pelo governo do estado.
Histórico de Exonerações e Controvérsias
Travancas ocupou o cargo de subsecretário adjunto do gabinete do governador, função que, segundo ele, envolvia a supervisão de compliance do governo. Após pedir exoneração em setembro de 2024, foi nomeado diretor do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, onde denunciou a presença de funcionários fantasmas e problemas estruturais graves.
Em janeiro de 2025, foi exonerado do Aperj e, em julho, assumiu o cargo de assessor na Casa Civil de Castro, continuando a solicitar sua exoneração desde novembro. Sua trajetória é marcada por polêmicas e conflitos com as administrações para as quais trabalhou, incluindo ações judiciais contra a Prefeitura do Rio durante a gestão de Marcelo Crivella.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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