Governo impede avanço de projeto de crédito de carbono do Banco Master
Incra reprova projeto de crédito de carbono do Banco Master em Apuí (AM) por irregularidades identificadas.
Incra Veta Projeto de Créditos de Carbono Relacionado ao Banco Master
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou na quinta-feira (22 de janeiro de 2026) a rejeição de um projeto de geração de créditos de carbono vinculado ao Banco Master. A decisão foi tomada após análises que identificaram ilegalidades em uma operação proposta em Apuí, Amazonas.
De acordo com o Incra, o projeto estava localizado em uma área denominada “Fazenda Amazônica”, que é uma terra pública da União destinada à criação de assentamentos, o que inviabiliza a realização de tal iniciativa.
Detalhes da Análise do Incra
O Incra esclareceu que as avaliações técnicas e jurídicas realizadas indicaram a ilegalidade do contrato entre o empresário José Antônio Ramos Bittencourt e Marco Antônio de Melo, uma vez que a área em questão é de propriedade pública. O instituto enfatizou que a terra não pode ser utilizada para fins privados.
Após o pedido de Bittencourt para prosseguir com o contrato, o Incra realizou uma visita técnica ao local para avaliar as atividades e dialogar com a comunidade. Durante essa visita, foi formado um grupo de trabalho para discutir possíveis iniciativas ambientais, mas o Incra decidiu não seguir com a celebração de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
Contexto do Banco Master
O Banco Master ganhou destaque em novembro de 2025, quando o Banco Central anunciou sua liquidação. Em janeiro de 2026, a Polícia Federal prendeu o presidente do banco, Daniel Vorcaro, durante a operação “Compliance Zero”. As investigações revelaram que a instituição tentava gerar ativos ambientais em terras da União.
Os sócios do banco, Henrique e Natália Vorcaro, pai e irmã de Daniel, também estão envolvidos nas investigações. O Banco Central afirmou que tomará todas as medidas necessárias para apurar as responsabilidades e que os bens dos controladores e ex-administradores do banco estão indisponíveis devido à liquidação.
Conclusão
A decisão do Incra de vetar o projeto de créditos de carbono reflete a necessidade de proteger as terras públicas e garantir que iniciativas ambientais sejam realizadas de acordo com a legislação vigente. A situação do Banco Master e as investigações em curso ressaltam a importância da supervisão e da conformidade no setor financeiro.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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