Governo se encontra com Hugo e solicita progresso no PL de trabalho por aplicativos
Presidente da Câmara garante que projeto será pautado no primeiro semestre
Reunião sobre Regulamentação do Trabalho por Aplicativos
Os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, se encontraram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir o avanço do projeto de regulamentação do trabalho por aplicativos. Durante a reunião, Motta se comprometeu a pautar o PLP 152/2025 no primeiro semestre deste ano.
O encontro, realizado na tarde de quarta-feira (14), resultou na programação de uma nova reunião com os deputados Joaquim Passarinho e Augusto Coutinho, que são, respectivamente, presidente e relator da comissão especial encarregada de analisar o projeto.
Próximos Passos e Desafios
A nova reunião está prevista para ocorrer após a conclusão dos trabalhos do grupo técnico interministerial, coordenado por Boulos, que visa discutir a regulamentação. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a importância dessa pauta para 2026, embora tenha reconhecido a resistência das empresas de aplicativos.
O relatório de Coutinho, apresentado no final de dezembro com o apoio do governo, traz pontos importantes, como a definição de uma remuneração mínima e a contribuição previdenciária dos trabalhadores.
Pontos de Destaque do Relatório
- Remuneração mínima: Piso de R$ 8,50 para corridas curtas (até 2 km) e entregas (até 3 km de carro e 4 km de moto/bicicleta/a pé).
- Contribuição previdenciária: 75% do que o trabalhador recebe será considerado indenização por custos, enquanto 25% será a base do INSS, com o trabalhador pagando 5% e as plataformas recolhendo 20%.
- Seguro de vida e acidentes: Cobertura mínima obrigatória de R$ 120 mil, válida desde o aceite da corrida até 20 minutos após o término do serviço.
- Transparência do algoritmo: As plataformas devem explicar os fatores que influenciam a distribuição de corridas e a pontuação do trabalhador, proibindo jornada mínima, punições por recusa de corridas e exigências de exclusividade.
Impactos e Críticas ao Projeto
As plataformas digitais consideram a proposta de regulamentação “trágica” e alertam que, se a versão atual do texto for aprovada, os custos dos pedidos de delivery podem aumentar em até 25%. Um executivo do setor afirmou que as exigências do projeto podem resultar em uma “celetização disfarçada”, tornando mais barato contratar um trabalhador com carteira assinada do que manter colaboradores sob o modelo atual.
A Amobitec, que representa as plataformas, argumenta que a regulamentação pode causar um retrocesso na atividade, afetando principalmente os trabalhadores mais pobres e aumentando o desemprego em um setor que contribui para a ocupação no país.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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