Governo se encontra com Hugo e solicita progresso no PL de trabalho por aplicativos

Presidente da Câmara garante que projeto será pautado no primeiro semestre

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Reunião sobre Regulamentação do Trabalho por Aplicativos

Os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, se encontraram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir o avanço do projeto de regulamentação do trabalho por aplicativos. Durante a reunião, Motta se comprometeu a pautar o PLP 152/2025 no primeiro semestre deste ano.

O encontro, realizado na tarde de quarta-feira (14), resultou na programação de uma nova reunião com os deputados Joaquim Passarinho e Augusto Coutinho, que são, respectivamente, presidente e relator da comissão especial encarregada de analisar o projeto.

Próximos Passos e Desafios

A nova reunião está prevista para ocorrer após a conclusão dos trabalhos do grupo técnico interministerial, coordenado por Boulos, que visa discutir a regulamentação. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a importância dessa pauta para 2026, embora tenha reconhecido a resistência das empresas de aplicativos.

O relatório de Coutinho, apresentado no final de dezembro com o apoio do governo, traz pontos importantes, como a definição de uma remuneração mínima e a contribuição previdenciária dos trabalhadores.

Pontos de Destaque do Relatório

Impactos e Críticas ao Projeto

As plataformas digitais consideram a proposta de regulamentação “trágica” e alertam que, se a versão atual do texto for aprovada, os custos dos pedidos de delivery podem aumentar em até 25%. Um executivo do setor afirmou que as exigências do projeto podem resultar em uma “celetização disfarçada”, tornando mais barato contratar um trabalhador com carteira assinada do que manter colaboradores sob o modelo atual.

A Amobitec, que representa as plataformas, argumenta que a regulamentação pode causar um retrocesso na atividade, afetando principalmente os trabalhadores mais pobres e aumentando o desemprego em um setor que contribui para a ocupação no país.

Fonte por: CNN Brasil

Sair da versão mobile