Governo solicita à Aneel adiamento dos reajustes de energia em março

Pedido acontece enquanto governo analisa opções para reduzir aumento na conta de luz.

20/03/2026 7:20

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Ministério de Minas e Energia

Ministério de Minas e Energia Solicita Adiamento de Reajustes Tarifários

O Ministério de Minas e Energia pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia programados para março. Essa solicitação ocorre enquanto o governo federal analisa medidas para amenizar o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Análise de Alternativas para Mitigar Reajustes

Em um ofício enviado ao diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, o secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, destacou que o governo está avaliando alternativas para reduzir os efeitos dos reajustes tarifários. O objetivo é encontrar soluções que mantenham o equilíbrio regulatório sem onerar excessivamente a população.

O ofício sugere que a Aneel considere postergar os reajustes programados para março de 2026, permitindo que as análises em andamento sejam concluídas e que medidas mais equilibradas possam ser adotadas.

Expectativas de Reajustes Próximos de Zero

O documento também menciona que, em algumas situações, a distribuição de recursos no setor elétrico pode resultar em reajustes próximos de zero para certas concessões, dependendo das diretrizes que estão sendo avaliadas.

Impacto do Adiamento nos Processos Tarifários

A Aneel recebeu o ofício e o encaminhou para análise entre seus diretores, mas não se manifestou sobre a aceitação da solicitação. O mês de março é crucial para revisões e reajustes tarifários, e o adiamento pode influenciar diretamente a atualização das tarifas e a previsibilidade para distribuidoras e consumidores.

Essa iniciativa surge em um contexto em que as tarifas já estão pressionando os consumidores. A previsão é que as contas de luz no Brasil aumentem em média 8% em 2026, de acordo com projeções da Aneel, um percentual que é quase o dobro da estimativa de inflação do mercado, que é de 4,1% segundo o boletim Focus.

Fonte por: CNN Brasil

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