Grupo Fictor solicita recuperação judicial em meio à crise com o Master

Ação no Tribunal de Justiça de São Paulo envolve Fictor Holding e Fictor Invest com dívida de R$ 4 bilhões, protocolada neste domingo (1º).

02/02/2026 10:30

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Grupo Fictor pede recuperação judicial neste domingo (1º) no Tri...

Grupo Fictor solicita recuperação judicial em São Paulo

O Grupo Fictor, que opera nos setores de alimentos, infraestrutura e soluções de pagamento, protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no último domingo (1º). A solicitação envolve as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, devido a uma dívida estimada em R$ 4 bilhões.

Segundo o comunicado oficial, o objetivo da recuperação judicial é permitir que a empresa reestruture suas finanças e assegure o pagamento aos credores, que em sua maioria são sócios participantes, sem interromper suas operações.

O pedido é resultado de uma crise de liquidez que teve início em 18 de novembro do ano passado, originada pela tentativa de aquisição do Banco Master por um consórcio liderado por um sócio do Grupo Fictor. Após o anúncio da oferta de compra, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, o que gerou especulações de mercado e uma onda de notícias negativas que impactaram a reputação da empresa e afetaram severamente suas finanças.

Estratégia de pagamento e proteção aos credores

O Grupo Fictor informou que sua proposta é quitar as dívidas sem oferecer qualquer desconto. Para isso, a empresa solicitou à Justiça uma tutela de urgência, que suspende cobranças e bloqueios judiciais por um período de 180 dias. Esse tempo é crucial para evitar que cobranças individuais prejudiquem a negociação coletiva com os credores.

Antes de formalizar o pedido, o grupo já havia realizado uma reestruturação, reduzindo sua estrutura física e o número de funcionários, com o intuito de proteger os direitos dos colaboradores e facilitar o pagamento das indenizações trabalhistas.

Operações das subsidiárias seguem normais

O pedido de recuperação judicial abrange apenas a holding e a investidora, deixando as subsidiárias operacionais fora do processo. A Fictor Alimentos S.A., principal braço industrial do grupo, com unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, continua suas atividades normalmente.

O advogado Carlos Deneszczuk, responsável pelo processo, destacou que a intenção é preservar as operações saudáveis da empresa, garantindo a continuidade dos ativos operacionais e a manutenção da base produtiva, apesar da pressão financeira de curto prazo. A meta é proteger fornecedores, clientes e a cadeia de empregos, que conta com 3.500 funcionários diretos e 10.000 indiretos, enquanto a reestruturação financeira é realizada no nível corporativo.

Fonte por: Jovem Pan

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