Grupo hacker promete vazar informações confidenciais da Nike

Worldleaks alega ter acesso a mais de 180 mil arquivos; empresa analisa a situação para verificar a autenticidade.

2 min de leitura
A Nike tenta reagir. Em outubro, Elliott Hill assumiu como CEO no lugar de John Donahoe e prometeu retomar a inovação e reforçar laços com varejistas

A Nike tenta reagir. Em outubro, Elliott Hill assumiu como CEO no lugar de John Donahoe e prometeu retomar a inovação e reforçar laços com varejistas

Grupo de Cibercriminosos Ameaça Nike com Vazamento de Dados

O grupo de hackers conhecido como Worldleaks anunciou ter invadido os sistemas da Nike e ameaça divulgar dados confidenciais da empresa caso suas exigências não sejam atendidas. A organização criminosa listou a Nike em seu site de vazamentos na dark web, acompanhada de um contador regressivo que expirou na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026.

Até o momento, os cibercriminosos não apresentaram evidências da invasão. Segundo eles, cerca de 1,4 TB de dados, totalizando mais de 188 mil arquivos, foram roubados, mas não há informações sobre a natureza dos dados supostamente comprometidos.

Em resposta, a Nike emitiu uma nota oficial afirmando que leva a privacidade e a segurança dos consumidores muito a sério e que está trabalhando ativamente para avaliar a situação e verificar a veracidade das alegações feitas pelos hackers.

Sobre o Grupo Worldleaks

O Worldleaks foi criado no início de 2025 e é considerado por especialistas como uma reestruturação do grupo Hunter’s International, que atua desde 2023. Este grupo é conhecido por criptografar dados e exigir pagamentos de resgate para a recuperação das informações. Sua estratégia de extorsão envolve o vazamento de informações, o que aumenta os riscos reputacionais e legais para as vítimas.

O histórico do Worldleaks gera dúvidas. Em julho de 2025, o grupo alegou ter invadido a Dell, que confirmou um incidente, mas esclareceu que o ambiente acessado continha apenas demonstrações técnicas, sem dados sensíveis.

A inclusão da Nike na lista de alvos do grupo evidencia a tendência de que grandes marcas globais estão se tornando alvos frequentes de extorsão digital, com esses grupos explorando a visibilidade dessas organizações para forçar negociações financeiras.

Conclusão

A situação envolvendo a Nike e o grupo Worldleaks destaca a crescente ameaça de cibercrimes direcionados a grandes empresas. A resposta da Nike e a verificação da veracidade das alegações serão cruciais para mitigar possíveis danos à sua reputação e à segurança dos dados de seus consumidores.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile