Haddad defende que BC deve fiscalizar fundos ao invés da CVM no caso Master

Regulação de fundos será transferida da CVM para nova autarquia responsável pela fiscalização.

19/01/2026 14:30

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública ...

Proposta de Ampliação do Perímetro Regulatório do Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (19) que apresentou uma proposta ao governo para expandir o perímetro regulatório do Banco Central (BC). A intenção é transferir a regulação e fiscalização de fundos, atualmente sob a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para o BC.

A discussão sobre o uso de fundos em fraudes ganhou destaque após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master, utilizando fundos da Reag Investimentos. Na sequência, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

Haddad destacou que há uma grande intersecção entre fundos e finanças, o que impacta até mesmo a contabilidade pública. Ele acredita que muitas funções deveriam ser atribuídas ao Banco Central, que atualmente não exerce essa responsabilidade, e defendeu a ampliação do seu perímetro regulatório para incluir a fiscalização de fundos.

Discussões sobre o Papel nas Eleições de 2026

O ministro também comentou sobre seu futuro nas eleições de 2026, afirmando que tomará uma decisão em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da pressão para que se candidate ao Senado ou ao governo de São Paulo, Haddad tem resistido a essa ideia.

Durante a entrevista, ele relembrou que já recusou convites anteriores do presidente para se candidatar, como nas eleições para a prefeitura em 2020. Haddad expressou a importância de deixar o cargo no início do ano, antes do prazo de desincompatibilização em abril, para que seu sucessor possa assumir as funções orçamentárias e financeiras desde o início do ano.

Taxação de Offshores e Dividendos

Haddad se mostrou satisfeito em ser reconhecido como o ministro que implementou a taxação de offshores, paraísos fiscais e dividendos. Em uma entrevista ao portal UOL, ele comentou sobre o apelido de “Taxad”, ironizando a oposição que o associa ao aumento de impostos.

Ele afirmou que está contente por ter a coragem de taxar os mais ricos, enfatizando que aqueles que possuem grandes fortunas e não pagavam impostos agora estão contribuindo. Haddad acredita que essa é uma questão de justiça social no Brasil.

Conclusão

A proposta de Haddad para ampliar o perímetro regulatório do Banco Central e suas reflexões sobre o futuro político demonstram um momento significativo na gestão econômica do país. A discussão sobre a regulação de fundos e a taxação de grandes fortunas reflete a busca por maior equidade fiscal e responsabilidade na administração pública.

Fonte por: Jovem Pan

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