Haddad defende que BC deve fiscalizar fundos ao invés da CVM no caso Master

Regulação de fundos será transferida da CVM para nova autarquia responsável pela fiscalização.

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Proposta de Ampliação do Perímetro Regulatório do Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (19) que apresentou uma proposta ao governo para expandir o perímetro regulatório do Banco Central (BC). A intenção é transferir a regulação e fiscalização de fundos, atualmente sob a responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para o BC.

A discussão sobre o uso de fundos em fraudes ganhou destaque após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master, utilizando fundos da Reag Investimentos. Na sequência, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

Haddad destacou que há uma grande intersecção entre fundos e finanças, o que impacta até mesmo a contabilidade pública. Ele acredita que muitas funções deveriam ser atribuídas ao Banco Central, que atualmente não exerce essa responsabilidade, e defendeu a ampliação do seu perímetro regulatório para incluir a fiscalização de fundos.

Discussões sobre o Papel nas Eleições de 2026

O ministro também comentou sobre seu futuro nas eleições de 2026, afirmando que tomará uma decisão em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da pressão para que se candidate ao Senado ou ao governo de São Paulo, Haddad tem resistido a essa ideia.

Durante a entrevista, ele relembrou que já recusou convites anteriores do presidente para se candidatar, como nas eleições para a prefeitura em 2020. Haddad expressou a importância de deixar o cargo no início do ano, antes do prazo de desincompatibilização em abril, para que seu sucessor possa assumir as funções orçamentárias e financeiras desde o início do ano.

Taxação de Offshores e Dividendos

Haddad se mostrou satisfeito em ser reconhecido como o ministro que implementou a taxação de offshores, paraísos fiscais e dividendos. Em uma entrevista ao portal UOL, ele comentou sobre o apelido de “Taxad”, ironizando a oposição que o associa ao aumento de impostos.

Ele afirmou que está contente por ter a coragem de taxar os mais ricos, enfatizando que aqueles que possuem grandes fortunas e não pagavam impostos agora estão contribuindo. Haddad acredita que essa é uma questão de justiça social no Brasil.

Conclusão

A proposta de Haddad para ampliar o perímetro regulatório do Banco Central e suas reflexões sobre o futuro político demonstram um momento significativo na gestão econômica do país. A discussão sobre a regulação de fundos e a taxação de grandes fortunas reflete a busca por maior equidade fiscal e responsabilidade na administração pública.

Fonte por: Jovem Pan

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