Haddad projeta déficit primário de 0,1% do PIB para 2025

Resultado preliminar atinge meta fiscal estabelecida pelo governo

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Haddad Lançamento da Plataforma Digital da Reforma Tributária Foto: Diogo Zacarias/MF

Haddad Lançamento da Plataforma Digital da Reforma Tributária Foto: Diogo Zacarias/MF

Governo Central encerra 2025 com déficit primário de 0,1% do PIB

Os números preliminares da equipe econômica revelam que o Governo Central finalizou o ano de 2025 com um déficit primário de aproximadamente 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em coletiva de imprensa. Este resultado está dentro da margem de tolerância da meta fiscal, que estabelece um déficit zero, com um limite de até 0,25% do PIB.

Haddad destacou que este é o terceiro ano consecutivo em que a meta de déficit primário é cumprida. Ele afirmou que, embora os números sejam preliminares, a expectativa é que o ano tenha terminado com um déficit de 0,1%.

De acordo com as regras do arcabouço fiscal, em vigor desde 2023, o resultado primário pode variar dentro de uma banda de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB sem que isso caracterize descumprimento da meta.

Impacto dos precatórios no déficit

O ministro explicou que o percentual de 0,1% considera apenas as despesas registradas na contabilidade fiscal regular. Quando são incluídos gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o déficit aumenta.

Haddad mencionou que, ao considerar essas exceções, o déficit pode chegar a cerca de 0,17%. Com a inclusão dos precatórios, a estimativa é que o ano feche com um déficit de 0,48%. Ele ressaltou que essa inclusão de valores traz maior transparência fiscal e corrige distorções de anos anteriores.

Projeções sobre a dívida pública

O ministro também comentou sobre as projeções do Tesouro Nacional, que indicam uma deterioração na trajetória da dívida pública, podendo alcançar 95,4% do PIB em uma década, caso não sejam implementadas novas medidas para aumentar a receita.

Haddad destacou que o principal fator que pressiona a dívida não é o resultado primário, mas sim o elevado nível dos juros reais no país. Ele afirmou que o juro real é o que mais impacta a dívida pública atualmente, e que o cumprimento do resultado primário está sendo mantido de forma consistente.

Conclusão sobre o resultado fiscal

Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 ainda serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro. Até lá, os números apresentados pelo ministro são estimativas iniciais e podem sofrer alterações.

Fonte por: Jovem Pan

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