Homem que assassinou esposa com 72 facadas é capturado no Paraguai após 30 anos foragido

Marcos Panissa, foragido desde 1995, é capturado pela polícia na quarta-feira (15) após crime cometido em 1989.

16/04/2026 21:20

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Marcos Panissa, condenado à 19 anos e seis meses de prisão após ...

Captura de Marcos Panissa no Paraguai

Marcos Panissa, um foragido internacional, foi capturado na tarde de quarta-feira (15) em uma operação conjunta da Polícia Nacional do Paraguai, Polícia Federal, Gaeco/PR e Polícia Militar do Paraná. Ele é condenado pela morte da ex-esposa, Fernanda Estruzani Panissa, em 1989, após desferir 72 facadas contra ela motivado por ciúmes.

A prisão ocorreu em San Lorenzo, interior do Paraguai, após informações fornecidas pela Polícia Federal brasileira. Panissa estava sendo procurado pela Justiça brasileira há anos.

Na mesma quarta-feira, ele foi entregue às autoridades brasileiras na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, Paraná. A operação foi realizada por meio do Comando Tripartite, uma estrutura de cooperação policial internacional na região de fronteira.

O criminoso estava foragido desde 1995 e constava na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL. Ele vivia no Paraguai com identidade falsa, uma nova família e uma rotina discreta, segundo as autoridades.

A Polícia Federal informou que Panissa já está sob custódia e que irá cumprir o mandado de prisão, além de tomar as providências legais necessárias.

Histórico do Crime

O crime ocorreu em Londrina, no norte do Paraná, onde Panissa confessou ter matado Fernanda Estruzani Panissa por ciúmes, não aceitando o fim do relacionamento. Na época, ele tinha 23 anos e a vítima, 21.

Em 1991, Panissa foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. Após um protesto por novo júri, que foi solicitado pela defesa, o pedido foi revogado em 2008.

Um novo julgamento ocorreu em 1992, resultando em uma condenação de 9 anos de prisão. O Ministério Público recorreu, e o júri foi anulado devido a irregularidades na composição e decisões em desacordo com as provas. Durante esse período, Panissa respondia ao processo em liberdade.

No terceiro julgamento, em 1995, ele não compareceu ao tribunal e teve a prisão preventiva decretada, mas já estava foragido. Em 2008, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada, permitindo o julgamento sem a presença do réu. Nesse último julgamento, Panissa foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão, pena que foi reduzida para 19 anos e 6 meses em 2010.

Fonte por: Jovem Pan

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