Ibama multa Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas

Instituto emite auto de infração de R$ 2,5 milhões contra estatal

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Pôr do sol na região da Margem Equatorial, no estado do Amapá

Pôr do sol na região da Margem Equatorial, no estado do Amapá

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Bacia da Foz do Amazonas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido a um vazamento de fluido de perfuração ocorrido em janeiro na Bacia da Foz do Amazonas. A informação foi divulgada pelo órgão nesta sexta-feira (6), confirmando a expectativa de autuação já mencionada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

Detalhes do incidente e suas consequências

A área onde a Petrobras realiza atividades de exploração é considerada uma das mais promissoras para a produção de petróleo e gás, mas enfrenta desafios ambientais e socioeconômicos que atrasaram o licenciamento do poço por anos. O Ibama informou que o vazamento envolveu a descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, proveniente do navio sonda 42 (NS-42).

Esse fluido, utilizado durante a perfuração de poços, contém componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático. A Petrobras tem um prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar uma defesa administrativa.

Retomada das atividades de perfuração

Recentemente, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido suspensa devido ao vazamento. A estatal planejava concluir as atividades em cerca de cinco meses, mas a situação gerou protestos de ativistas e organizações indígenas que alertam sobre os impactos da exploração de petróleo na região.

Rigor na concessão de licenciamento

O presidente do Ibama destacou que o órgão é rigoroso na concessão de licenciamento para exploração, enfatizando que, apesar de acidentes ocorrerem, os planos de gerenciamento são elaborados para minimizar esses riscos. Ele comparou a situação a ter um extintor de incêndio, ressaltando que a prevenção é fundamental, especialmente em uma área sensível como a Foz do Amazonas, que abriga corais e manguezais.

Conclusão sobre a atuação da Petrobras

O Ibama mencionou que a Petrobras é frequentemente autuada, geralmente por pequenos incidentes. A situação atual reforça a necessidade de um monitoramento rigoroso das atividades da empresa, visando proteger o meio ambiente e garantir a sustentabilidade das operações na região.

Fonte por: CNN Brasil

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