Imagens revelam corpos de manifestantes mortos no Irã; assista agora

Vídeos surgem após bloqueio de informações do governo; ONG registra mais de 500 mortes desde dezembro. Confira no Poder360.

11/01/2026 20:30

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Protestos no Irã: Imagens de Manifestantes Mortos

Imagens divulgadas neste domingo (11 de janeiro de 2026) mostram corpos de manifestantes em bolsas mortuárias no Centro Médico Forense de Kahrizak, em Teerã. As imagens começaram a circular após o governo iraniano impor um bloqueio informativo sobre os protestos, que se intensificaram na capital e em Mashhad.

Os protestos, que tiveram início no final de dezembro, foram inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida e pela grave crise econômica. Com o tempo, as manifestações se transformaram em um movimento contra o regime teocrático islâmico e a liderança do aiatolá Ali Khamenei, ganhando grandes proporções em diversas cidades do Irã.

Repressão e Números Alarmantes

A HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos) contabilizou mais de 500 mortos durante a repressão, incluindo manifestantes e membros das forças de segurança. Entre os mortos, 48 eram agentes de segurança. Além disso, pelo menos 10.600 pessoas foram detidas desde o início dos protestos, em 28 de dezembro.

O governo iraniano atribui os distúrbios à interferência de potências estrangeiras, responsabilizando diretamente os Estados Unidos e Israel por instigar as manifestações. O acesso a informações precisas sobre a situação no país permanece limitado devido ao apagão informativo implementado pelo regime, que bloqueou internet e serviços de comunicação.

Crise Econômica e Resposta do Governo

A crise econômica no Irã se agravou, com o rial perdendo mais de um terço de seu valor em relação ao dólar em 2025. A inflação atingiu 42,2% em dezembro, comprometendo o poder aquisitivo da população. Os protestos foram registrados em 512 localidades, abrangendo 180 cidades nas 31 províncias do país.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, classificou os manifestantes como “sabotadores” e afirmou que o país “não recuará” diante do que chamou de “atos destrutivos”. As forças de segurança têm utilizado armas de fogo e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, enquanto o governo tenta deslegitimar os protestos, alegando que são influenciados por intervenções externas.

Conclusão

A situação no Irã continua tensa, com um cenário de repressão e protestos em meio a uma grave crise econômica. O governo enfrenta críticas internas e externas, enquanto a população clama por mudanças em um contexto de crescente insatisfação. O futuro das manifestações e a resposta do regime permanecem incertos, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos.

Fonte por: Poder 360

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