Teerã Envolvida em Cenário Caótico Após Ataques a Depósitos de Combustível
No último domingo (8), Teerã, a capital do Irã, foi tomada por uma densa fumaça preta resultante de ataques a depósitos de combustível, criando uma atmosfera quase apocalíptica. Moradores relataram que ao acordar, a cidade ainda parecia estar na escuridão da noite, levando muitos a acender as luzes durante a manhã.
Por volta das 10h30 (horário de Brasília), veículos ainda circulavam com os faróis acesos nas ruas, enquanto o clima chuvoso e as nuvens densas contribuíam para a confusão, misturando-se com as colunas de fumaça que se espalhavam pela cidade.
O cenário caótico foi intensificado pelo forte cheiro de queimado em diversos bairros, refletindo a gravidade da situação no nono dia do conflito iniciado por ataques de Israel e Estados Unidos.
Ataques à Infraestrutura Petrolífera
Este foi o primeiro ataque à infraestrutura petrolífera do Irã desde o início do conflito. Quatro depósitos e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerã e arredores foram bombardeados, resultando em pelo menos 6 mortes e 20 feridos, conforme informações das autoridades locais.
Em um dos depósitos atingidos, as chamas continuavam a se intensificar mais de 12 horas após os bombardeios, evidenciando a gravidade da destruição causada.
Racionamento de Gasolina e Medidas de Segurança
Nas proximidades dos depósitos, forças de segurança, equipadas com máscaras e capas impermeáveis, controlavam a circulação para proteger a população das emissões tóxicas. Autoridades alertaram que os gases liberados poderiam causar irritação nas vias respiratórias e nos olhos, recomendando que os moradores permanecessem em casa.
O governador da província de Teerã anunciou que a distribuição de gasolina foi temporariamente interrompida, limitando o abastecimento a 20 litros por veículo. Isso resultou em longas filas nos postos de gasolina da capital.
Durante a guerra anterior, cerca de 6 milhões de moradores deixaram Teerã, mas nesta ocasião, a maioria decidiu permanecer, com a ONU estimando que cerca de 100 mil pessoas tenham deixado a cidade.
Fonte por: Jovem Pan
