Índice de carbono da B3 aumenta em 2026, destacando risco climático no mercado

Carteira do ico2 expande número de empresas e intensifica a importância do risco climático nas decisões financeiras.

06/01/2026 15:20

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Image Source/Folhapress

B3 Anuncia Nova Carteira do Índice Carbono Eficiente para 2026

A B3 revelou a nova carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) para 2026, que agora inclui 65 empresas listadas na bolsa brasileira, quatro a mais do que no ciclo anterior. Esse aumento reflete uma maior adesão das companhias a práticas de gestão de emissões de gases de efeito estufa e governança climática, em resposta à crescente pressão de investidores e do mercado global. O ICO2, criado em 2010, visa incentivar as empresas a monitorar, divulgar e reduzir suas emissões de carbono.

Diferente de índices que se baseiam apenas em discursos ambientais, o ICO2 analisa dados de emissões em relação ao desempenho econômico, avaliando a intensidade de carbono em relação à receita e a transparência das informações reportadas. O índice considera critérios como inventários de emissões, estratégias de redução de carbono e o envolvimento da alta liderança nas decisões relacionadas ao tema.

Pressão de Investidores e Competitividade no Mercado

Gestores de recursos e fundos internacionais estão incorporando critérios climáticos de maneira mais rigorosa na alocação de investimentos. Empresas que não demonstram capacidade de gerenciar suas emissões ou que carecem de transparência enfrentam custos de capital mais altos e perda de competitividade. Nesse cenário, o ICO2 serve como uma ferramenta de comparação para investidores que buscam ativos alinhados a critérios ambientais, sociais e de governança.

No entanto, o índice também revela uma limitação estrutural: em um universo com centenas de empresas listadas, apenas uma fração consegue atender aos requisitos mínimos de eficiência de carbono.

Avanços e Desafios no Mercado Brasileiro

Especialistas afirmam que o crescimento do ICO2 é um sinal positivo, mas ainda não representa uma transformação profunda no mercado brasileiro. A maior parte das emissões corporativas continua concentrada em setores intensivos em carbono, e a adoção de metas climáticas robustas ainda é desigual. O desempenho do ICO2 em 2026 reflete uma tendência global: a gestão do carbono deixou de ser um diferencial reputacional e se tornou uma exigência estratégica.

Para o mercado, a mensagem é clara: empresas que não incorporarem o risco climático em suas decisões podem ficar para trás em um ambiente cada vez mais regulado e focado na sustentabilidade.

Conclusão

A nova carteira do ICO2 para 2026 representa um avanço significativo na gestão de emissões de carbono pelas empresas listadas na B3. Contudo, os desafios permanecem, e a necessidade de uma transformação mais ampla no mercado é evidente. A pressão de investidores e a crescente importância da sustentabilidade devem continuar a moldar o futuro das empresas no Brasil.

Fonte por: Jovem Pan

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