Indústria enfrenta queda de dinamismo devido a juros elevados, afirmam dirigentes

Indústria expressa preocupação com a política monetária restritiva e seu efeito no crescimento do PIB. Confira no Poder360.

03/03/2026 17:30

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Crescimento do PIB e Desempenho da Indústria

O Produto Interno Bruto (PIB) dos setores industriais apresentou um crescimento modesto, influenciado pelas altas taxas de juros. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados sobre a economia brasileira na terça-feira, 3 de março de 2026.

A construção civil registrou um aumento de 0,5% em 2025, abaixo da expectativa de 1,3% da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Embora o setor tenha crescido pelo segundo ano consecutivo, a política monetária restritiva, com juros em níveis elevados, impactou negativamente o desempenho.

Impactos da Política Monetária

A CBIC destacou que o cenário macroeconômico desafiador limitou um crescimento mais expressivo, mesmo diante de recordes em lançamentos e vendas. A entidade observou que a alta da taxa básica de juros restringiu o acesso ao crédito, afetando principalmente pequenas obras e reformas.

O segmento de pequenas obras e reformas, que inclui o varejo de materiais de construção, apresentou uma queda de 0,2%. Essa retração no comércio varejista do setor contribuiu para a diminuição do indicador.

Desaceleração do PIB Brasileiro

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, totalizando R$ 12,7 trilhões. Apesar de ser o quinto ano consecutivo de crescimento, esse resultado ficou abaixo da média de 3,6% registrada entre 2021 e 2024 e inferior ao avanço de 4,4% das economias emergentes.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que a desaceleração é resultado das altas taxas de juros e da falta de investimentos. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, ressaltou a necessidade de uma redução estrutural na taxa de juros para garantir um crescimento mais sustentável.

Da mesma forma, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) observou uma perda de dinamismo no segundo semestre, especialmente na indústria de transformação e nos investimentos. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, enfatizou a importância de aumentar a previsibilidade e reduzir o custo do capital para impulsionar a expansão em 2026.

As avaliações das entidades empresariais convergem para a conclusão de que a política monetária restritiva tem limitado o desempenho de setores sensíveis ao crédito, como construção e indústria, e condiciona o ritmo da economia para o próximo ano.

Fonte por: Poder 360

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