Inflação de alimentos começa a estabilizar

Em fevereiro, carnes e tomate impulsionam aumento de 0,20% em comparação a janeiro.

27/02/2026 10:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Prévia da Inflação de Fevereiro Mostra Desaceleração nos Preços dos Alimentos

A prévia da inflação oficial de fevereiro indica uma perda de força nos preços dos alimentos em comparação ao início do ano e ao mesmo período de 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, revela que o grupo Alimentação e Bebidas teve um aumento de 0,20% no mês, contribuindo com 0,04 ponto percentual no índice geral. A alimentação no domicílio, por sua vez, subiu apenas 0,09%, desacelerando em relação a janeiro, que registrou 0,21%.

Aumentos e Quedas nos Preços dos Alimentos

Os principais aumentos de preços foram observados no tomate, que teve uma alta expressiva de 10,09%, e nas carnes, que subiram 0,76%. Em contrapartida, itens essenciais da cesta básica ajudaram a conter a inflação alimentar, como o arroz, que caiu 2,47%, o frango em pedaços, com uma redução de 1,55%, e as frutas, que apresentaram uma queda de 1,33%.

Alimentação Fora do Domicílio

A alimentação fora do domicílio apresentou uma variação maior, com um aumento de 0,46%, impulsionado pelo encarecimento das refeições (0,62%) e dos lanches (0,28%). Esse cenário contrasta com o observado em fevereiro do ano passado, quando o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,61% no IPCA-15, mais de três vezes a taxa atual.

Comparação com Anos Anteriores

Em 2025, a alimentação no domicílio teve um aumento de 0,63%, impulsionado por altas significativas em itens como cenoura (17,62%) e café moído (11,63%). Em 2024, a pressão sobre os alimentos foi ainda mais intensa, com um aumento de 1,16% em fevereiro, após um avanço de 2,04% em janeiro.

Impacto da Inflação Alimentar no Orçamento das Famílias

Os dados recentes indicam que os alimentos deixaram de ser o principal vetor inflacionário no início de 2026, com a inflação atual mais concentrada em itens específicos e voláteis, como hortaliças. Produtos básicos, por outro lado, apresentam queda de preços, resultado da melhora na oferta e das safras. Apesar disso, especialistas ressaltam que os alimentos continuam a ser o grupo de maior peso no orçamento das famílias brasileiras, e qualquer oscilação nos preços pode impactar diretamente o custo de vida.

Fonte por: CNN Brasil

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