Irã afirma que Líbano é parte ‘inseparável’ do cessar-fogo; Israel discorda
Ataques israelenses no Líbano resultam em 254 mortes, mesmo durante cessar-fogo entre EUA e Irã nesta quarta-feira (8).
Conflito no Líbano e Cessar-Fogo com os EUA
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Líbano é uma parte essencial do cessar-fogo de duas semanas estabelecido com os Estados Unidos. Ele alertou que qualquer violação desse acordo resultará em consequências severas, especialmente após os intensos ataques de Israel no país.
Ghalibaf enfatizou que o Líbano e o Eixo da Resistência, aliados do Irã, são inseparáveis do cessar-fogo, e que violações acarretarão respostas contundentes.
Israel Rejeita Inclusão do Líbano no Acordo
Israel anunciou que intensificará os ataques contra o Hezbollah, desconsiderando pedidos internacionais para que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã se estenda ao Líbano. Recentemente, mais de 250 pessoas perderam a vida e mil ficaram feridas em ataques, conforme dados do Ministério da Saúde libanês.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as operações contra o Hezbollah continuarão com força e precisão. Em resposta, Ghalibaf reiterou que o Líbano faz parte do cessar-fogo e ameaçou com reações severas em caso de violações.
Pressão Internacional e Risco de Escalada
Com o cessar-fogo sob pressão, líderes internacionais estão pedindo a inclusão do Líbano no acordo. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, criticaram as ações de Israel, considerando-as inaceitáveis.
O governo libanês declarou um dia de luto nacional em memória das vítimas dos bombardeios, enquanto o Hezbollah afirmou ter retaliado com foguetes contra Israel, alegando violação do acordo.
Negociações em Risco
As tensões aumentam à medida que se aproximam negociações importantes no Paquistão, com foco no Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo. O Irã mencionou rotas alternativas para navios, mas a situação no estreito permanece incerta.
A Casa Branca classificou como inaceitável qualquer tentativa de bloqueio no estreito. O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Turk, descreveu a situação no Líbano como horrível, com relatos de pânico e caos durante os ataques em Beirute.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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