Irã anuncia cobrança de pedágio para navios no estreito de Ormuz

Chefe da Comissão de Segurança do Parlamento defende controle do estreito conforme interesses nacionais

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(Imagem de reprodução da internet).

Irã Impõe Pedágio para Navegação no Estreito de Ormuz

O chefe da Comissão de Segurança do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, anunciou que todos os navios que desejarem atravessar o estreito de Ormuz deverão pagar um pedágio. Em entrevista à Russia Today, Azizi destacou que o governo irá gerenciar e controlar a entrada no estreito de acordo com os interesses nacionais.

A declaração foi feita antes do término das negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã em Islamabad, Paquistão, que resultaram em um impasse sem acordo entre os países.

Regulamentação e Consequências das Negociações

No dia 30 de março, o Parlamento iraniano aprovou uma regulamentação que estabelece a cobrança de pedágios para embarcações que navegam pelo estreito de Ormuz. Azizi afirmou que os EUA precisam de um acordo mais do que o Irã e que, caso os termos não sejam aceitos, o país seguirá seu próprio caminho.

Com o fim das negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o estreito de Ormuz permanece bloqueado pelos iranianos e exigiu a reabertura da rota marítima. Ele também mencionou a recusa do Irã em abandonar seu programa nuclear, ressaltando que, embora a reunião tenha sido produtiva em muitos aspectos, o ponto crucial sobre o programa nuclear não foi resolvido.

Escalada de Tensão Naval

As declarações de Trump nas redes sociais indicaram uma intensificação das atividades navais na região. O presidente afirmou que a Marinha dos EUA começaria a interceptar navios que pagassem o pedágio aos iranianos e que as forças armadas iniciariam a destruição de minas submarinas nas águas do estreito.

Trump também fez uma advertência severa, afirmando que qualquer iraniano que atacasse os EUA ou embarcações pacíficas enfrentaria consequências drásticas. A situação no estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico nas relações internacionais e na segurança marítima da região.

Fonte por: Poder 360

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