Irã avisa que EUA “se arrependerão” por ataque à fragata

Ministro classifica ataque como “atrocidade no mar” e confirma que navio com 130 marinheiros foi atingido em águas internacionais.

2 min de leitura
Na imagem, navio iraniano é alvejado e afunda

Na imagem, navio iraniano é alvejado e afunda

Irã Condena Ataque dos EUA a Fragata Dena

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, denunciou, nesta quinta-feira (5 de março de 2026), que os Estados Unidos cometeram uma “atrocidade no mar” ao atacar a fragata iraniana Dena em águas internacionais próximas ao Sri Lanka.

Araghchi informou que o navio estava realizando atividades navais em colaboração com a Marinha da Índia e transportava cerca de 130 marinheiros no momento do ataque. A declaração foi feita em uma postagem na rede social X.

Ameaças de Retaliação

O chanceler iraniano também advertiu sobre possíveis respostas políticas e militares. Ele afirmou: “Marquem minhas palavras: os EUA vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram”.

O ataque à fragata Dena ocorreu em um contexto de escalada militar, que começou no final de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ofensivas contra alvos no Irã.

Consequências do Conflito

De acordo com autoridades médicas da região, 87 pessoas perderam a vida durante a ofensiva, enquanto 32 foram resgatadas e estão recebendo tratamento em hospitais. O Sri Lanka iniciou uma operação de busca e resgate para encontrar possíveis sobreviventes.

O almirante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, afirmou que a campanha militar já destruiu 17 embarcações e atingiu cerca de 2.000 alvos relacionados ao Irã, incluindo instalações militares e equipamentos das forças iranianas.

Escalada na Tensão entre EUA e Irã

O ataque dos EUA ao Irã ocorreu após semanas de crescente tensão entre os dois países. Em 19 de fevereiro, o ex-presidente Donald Trump declarou que, em até 10 dias, saberia se deveria tomar “um passo adiante” em relação a um ataque ao Irã.

Trump também mencionou que a maioria dos líderes militares acreditava que uma guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” para os EUA. Durante seu discurso do Estado da União, ele criticou o Irã por não declarar que nunca buscaria armas nucleares.

Enquanto isso, o Irã estava envolvido em conversas diplomáticas com os EUA, que não resultaram em um acordo. Uma autoridade iraniana indicou que o país estaria disposto a fazer concessões se os EUA reconhecessem seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile