Irã confirma execução de manifestante condenado por protestos nesta quarta-feira, segundo ONG

Jovem de 26 anos é condenado à pena de morte sem advogado e sem processo regular, revela ONG Hengaw. Confira no Poder360.

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Erfan Soltani foi preso por participar de protestos contra o regime

Erfan Soltani foi preso por participar de protestos contra o regime

Irã condena manifestante à morte em meio a protestos

O Irã anunciou a condenação à morte de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos, que será executado na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. A informação foi divulgada pela ONG curdo-iraniana Hengaw, que relatou que Soltani foi preso em sua residência no dia 8 de janeiro de 2026, após participar de protestos contra o regime na cidade de Karaj.

A sentença foi comunicada à família de Soltani como definitiva, e segundo a ONG, ele foi condenado sem ter acesso a um advogado ou a um julgamento justo.

Contexto dos protestos no Irã

Esta é a primeira execução anunciada de um manifestante desde o início dos protestos no Irã, que começaram em dezembro de 2025. A condenação ocorreu após o líder supremo Ali Khamenei ter autorizado a criação de tribunais especiais para julgar os manifestantes.

Os protestos, que começaram devido à crise econômica, rapidamente se transformaram em um movimento que pede o fim do regime dos aiatolás, que está no poder desde 1979. Karaj se tornou um dos principais focos das manifestações e da repressão das forças de segurança.

Repressão e consequências

Um membro do governo iraniano afirmou que a repressão resultou em cerca de 2.000 mortes, atribuindo a responsabilidade aos manifestantes, que foram classificados como “terroristas”. Por outro lado, o grupo Hrana contabiliza 538 mortos e mais de 10.670 detidos até o dia 11 de janeiro de 2026.

Conclusão sobre a situação no Irã

A situação no Irã continua tensa, com a repressão aos manifestantes aumentando e a condenação de Erfan Soltani marcando um ponto crítico nas manifestações. O futuro do movimento e a resposta do governo iraniano permanecem incertos, enquanto a população clama por mudanças significativas.

Fonte por: Poder 360

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