Irã manterá cobrança de taxa pela passagem segura no Estreito de Ormuz, afirma autoridade

Conflito impacta severamente fluxo de petróleo em via responsável por um quinto da produção global

25/03/2026 5:20

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Navios-tanque no Golfo perto do Estreito de Ormuz

Irã Mantém Taxas para Passagem pelo Estreito de Ormuz

Um alto funcionário iraniano confirmou que o Irã continuará a cobrar taxas de países e embarcações pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz. Essa declaração surge em um contexto em que o Irã restringiu o tráfego marítimo internacional na região.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, mencionou que medidas especiais estão em vigor para a navegação no estreito, devido à situação de conflito enfrentada pelo país. Ele destacou que embarcações de outros Estados, que não estão envolvidas no conflito, podem transitar pelo estreito, desde que coordenem previamente com as autoridades iranianas.

Coordenação Necessária para Tráfego Marítimo

Os comentários do porta-voz foram feitos após o envio de uma carta do Ministério das Relações Exteriores do Irã ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional. Na carta, o Irã afirmou que “embarcações não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que haja a devida coordenação com as autoridades locais.

O tráfego pelo estreito, que é responsável por cerca de 20% da produção mundial de petróleo, foi drasticamente reduzido desde o início do conflito, que começou há três semanas. Relatos indicam que Teerã está considerando permitir a passagem de algumas embarcações, desde que as transações sejam realizadas em yuan chinês.

Taxas de Passagem e Impactos Econômicos

De acordo com informações da Lloyd’s List Intelligence, pelo menos duas embarcações que transitavam pelo estreito teriam pago taxas para garantir sua passagem segura, com uma das taxas chegando a US$ 2 milhões. No entanto, essa informação não pôde ser verificada de forma independente.

Baghaei também comentou sobre o uso da moeda dos Estados Unidos como uma ferramenta de pressão econômica, afirmando que o país tem imposto sanções a diversas nações ao redor do mundo. Sultan Ahmed Al Jaber, da ADNOC, também se manifestou, chamando o fechamento do estreito de “terrorismo econômico” contra todas as nações.

Fonte por: CNN Brasil

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