Irã promete julgamentos ‘rápidos’ para manifestantes presos em protestos

Trump promete agir com firmeza diante de possíveis execuções de manifestantes presos, enquanto ONGs alertam sobre pena de morte em massa.

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Manifestantes anti-regime iraniano entoam slogans e exibem cartazes durante um protesto em frente ao Consulado dos EUA em Milão, em 13 de janeiro de 2026. (Foto de Piero Cruciatti / AFP)

Manifestantes anti-regime iraniano entoam slogans e exibem cartazes durante um protesto em frente ao Consulado dos EUA em Milão, em 13 de janeiro de 2026. (Foto de Piero Cruciatti / AFP)

Judiciário Iraniano Anuncia Julgamentos Rápidos para Manifestantes

O Judiciário do Irã informou, nesta quarta-feira (14), que realizará julgamentos “rápidos” para os manifestantes detidos durante os protestos contra o regime. Organizações não governamentais expressam preocupação com a possibilidade de aplicação em massa da pena de morte.

Os protestos, que começaram em resposta ao aumento do custo de vida, se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde 1979, sob a liderança do líder supremo Ali Khamenei desde 1989.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país agiria “com firmeza” caso o Irã iniciasse a execução de manifestantes detidos desde o início dos protestos em 28 de dezembro.

Repressão e Execuções no Irã

O Irã respondeu às declarações de Trump, acusando os EUA de buscar um “pretexto” para justificar uma intervenção militar e uma possível mudança de regime. A Anistia Internacional e o Departamento de Estado dos EUA relataram que uma execução de um manifestante está agendada para esta quarta-feira.

Mais de 10.600 manifestantes foram presos, incluindo Erfan Soltani, de 26 anos, cuja execução está marcada para 14 de janeiro. A Anistia Internacional pediu ao governo iraniano que suspenda todas as execuções, incluindo a de Soltani.

O chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejei, visitou uma prisão em Teerã, onde os manifestantes estão detidos, e prometeu julgamentos “rápidos” e “públicos”. Ele enfatizou a necessidade de agir rapidamente em casos graves.

Consequências da Repressão

A repressão no Irã resultou em pelo menos 734 mortes, conforme dados da ONG Iran Human Rights (IHR). O número real de vítimas pode ser ainda maior. O acesso à internet permanece cortado em todo o país, dificultando a disseminação de informações.

Relatos de massacres em larga escala por parte das forças de segurança têm sido confirmados, com novos vídeos mostrando corpos em um necrotério em Teerã. A violência e as prisões aumentam, enquanto a mídia estatal exibe homenagens a membros das forças de segurança mortos durante os protestos.

Reações Internacionais e Futuro do Regime

A comunidade internacional condena a situação no Irã. A ONU expressou horror diante dos eventos, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mencionou a possibilidade de novas sanções contra o país. Trump anunciou sanções contra parceiros comerciais do Irã, com tarifas de até 25% que entrarão em vigor imediatamente.

Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irã, pediu ao exército que se una ao povo rapidamente. Analistas acreditam que ainda é cedo para prever a queda do regime teocrático, que possui instrumentos repressivos significativos, como a Guarda Revolucionária.

Fonte por: Jovem Pan

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