Irã promete retaliar contra empresas dos EUA em caso de ataques a instalações energéticas

Advertência surge após bombardeios americanos na infraestrutura militar e petroleira da ilha de Kharg

14/03/2026 15:30

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Bomberdeio no Irã

Irã ameaça retaliar ataques a suas instalações energéticas

O Irã anunciou que irá atacar instalações de empresas americanas na região do Golfo caso suas próprias instalações energéticas sejam alvo de ataques. A advertência foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em um pronunciamento no último sábado (14).

Araghchi enfatizou que o país responderá a qualquer agressão contra suas instalações energéticas, conforme reportado pela TV estatal iraniana. A declaração surge após ataques americanos à infraestrutura militar e à petroleira na ilha de Kharg, que é o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

O diplomata iraniano afirmou que, se as instalações do Irã forem atacadas, as forças iranianas retaliarão contra empresas americanas ou aquelas que tenham participação dos Estados Unidos na região. Ele também garantiu que Teerã tomará cuidado para não atingir áreas densamente povoadas.

Ataques na ilha de Kharg

Na sexta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA “aniquilaram” alvos militares na ilha de Kharg e ameaçou atacar as infraestruturas de produção de petróleo se o Irã continuar a bloquear o estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica.

Trump afirmou que decidiu não demolir a infraestrutura petrolífera da ilha, mas que reconsideraria essa decisão se o Irã ou qualquer outro país interferisse na passagem segura de navios pelo estreito. O presidente também mencionou que o exército americano realizou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio, destruindo completamente os alvos militares na região.

Considerações Finais

A tensão entre Irã e Estados Unidos continua a aumentar, com ameaças mútuas e ataques a instalações estratégicas. O cenário atual levanta preocupações sobre a segurança na região do Golfo e as possíveis repercussões de um conflito mais amplo.

Fonte por: Jovem Pan

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