Irã se declara pronto para colaborar na segurança marítima do Golfo

Representante iraniano na OMI afirma que ataques dos EUA e de Israel são a ‘raiz da situação atual no Estreito de Ormuz’ e que navios, exceto os ‘inimigos’, pod…

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(Imagem de reprodução da internet).

Irã se oferece para cooperar com a OMI em segurança marítima

O Irã manifestou sua disposição para colaborar com a Organização Marítima Internacional (OMI) visando aprimorar a segurança marítima e proteger os marinheiros no Golfo. A declaração foi feita por Ali Mousavi, representante iraniano na agência marítima da ONU, conforme reportado pela Mehr.

Mousavi afirmou que o Estreito de Ormuz permanece acessível a toda navegação, exceto para embarcações associadas aos “inimigos do Irã”. Ele destacou que a passagem pelo estreito é garantida por meio de coordenação de medidas de segurança com Teerã.

Prioridade da diplomacia e tensões regionais

O representante iraniano enfatizou que a diplomacia continua sendo a prioridade do Irã, mas ressaltou que a cessação total da agressão e a construção de confiança mútua são ainda mais cruciais. Mousavi atribuiu os ataques israelenses e americanos à raiz da atual situação no Estreito de Ormuz.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um prazo de 48 horas para que o Irã abra completamente o Estreito de Ormuz “sem ameaças”, advertindo que, caso contrário, os EUA atacariam e destruiriam as bases energéticas iranianas.

Conflito em curso no Oriente Médio

O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou desde 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades iranianas de alto escalão também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído vários navios e alvos militares no Irã.

Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos reportou mais de 1.200 civis mortos no Irã desde o início do conflito, enquanto a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos devido a ataques iranianos.

Novas lideranças e repercussões do conflito

O conflito se estendeu ao Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Isso levou Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah, resultando em centenas de mortes no Líbano.

Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas acreditam que ele não implementará mudanças significativas, mantendo a continuidade da repressão. Trump expressou descontentamento com essa escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Fonte por: CNN Brasil

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