Irã solicita apoio da Turquia para prevenir ataque dos EUA
Ministro Abbas Araghchi visita Ancara enquanto Trump faz exigências sobre o programa nuclear do Irã. Confira no Poder360.
Ministro iraniano se reúne com autoridades turcas para evitar conflito militar
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajará para Ancara, na Turquia, na próxima sexta-feira (31 de janeiro de 2026). O objetivo da visita é se encontrar com o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, para discutir estratégias que visem impedir uma possível ação militar dos Estados Unidos contra o Irã. A iniciativa ocorre em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica suas ameaças contra Teerã.
A Turquia, membro da OTAN, desempenha um papel crucial como mediadora nesse contexto diplomático. As negociações foram motivadas pelas recentes declarações de Trump, que associou suas ameaças militares ao programa nuclear iraniano, sugerindo a possibilidade de ataques a instalações de mísseis e grupos como a Guarda Revolucionária.
Contexto das negociações e tensões regionais
As conversas entre os dois países acontecem após Trump ter afirmado ter desmantelado o programa nuclear iraniano durante um conflito de junho passado, embora avaliações de agências de inteligência dos EUA tenham apresentado resultados divergentes sobre essa afirmação. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou que cerca de 30.000 militares americanos estão em posição de ataque, ao alcance de drones e mísseis iranianos.
Em resposta a essas tensões, o Irã adaptou suas táticas e desenvolveu 1.000 drones, conforme anunciado pelo ministro da Defesa, Amir Hatami. Além disso, o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, sugeriu uma videoconferência entre Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, uma proposta que pode ser vista como uma tentativa de facilitar o diálogo, embora possa não ser aceita pelos diplomatas iranianos.
Possíveis desdobramentos e declarações oficiais
Um alto funcionário iraniano afirmou que o país está se preparando para um possível confronto militar, enquanto busca canais diplomáticos. O General Hatami destacou que os drones e o arsenal de mísseis do Irã poderiam oferecer uma resposta contundente a qualquer ataque. Em meio a essas tensões, a maioria dos estados do Golfo declarou que não permitirá que seu espaço aéreo seja utilizado para atacar o Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou a viagem de Araghchi e reiterou a determinação do Irã em fortalecer relações com seus vizinhos. Hakan Fidan, por sua vez, enfatizou que atacar o Irã seria um erro e que o país está disposto a negociar sobre seu programa nuclear, reconhecendo os desafios que o Irã enfrenta em um cenário de pressão internacional.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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