Israel prossegue com ataques ao Líbano mesmo após trégua com Irã
ANI relata múltiplos ataques a cidades no sul do país nesta quarta-feira
Novos Ataques de Israel no Sul do Líbano
O exército israelense intensificou seus ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira (8), emitindo novas ordens de evacuação para a população local. Essa ação ocorre após a declaração de que o Líbano não está incluído no cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã, que apoia o Hezbollah.
Desde aproximadamente 1h da manhã, horário local, o Hezbollah não reivindicou novos ataques contra Israel, coincidindo com o anúncio do cessar-fogo. Israel, por sua vez, manifestou apoio ao acordo, mas deixou claro que ele não se aplica ao território libanês.
Desdobramentos dos Ataques
De acordo com a Agência Nacional de Informações (ANI), diversos ataques foram registrados nesta quarta-feira, incluindo um que atingiu um prédio na região de Tiro, logo após a nova ordem de evacuação do exército israelense. O coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército em árabe, também instruiu os moradores de uma vasta área entre a fronteira israelense e o rio Zahrani a deixarem suas casas, afirmando que “a batalha continua”. Atualmente, as forças israelenses ocupam parte do sul do Líbano.
O exército libanês orientou os deslocados a “esperarem antes de retornar” ao sul do país, como medida de precaução. Um correspondente da AFP na região observou um número reduzido de pessoas se deslocando em veículos, com algumas famílias, incluindo crianças, retornando em motocicletas para as áreas que haviam deixado no início do conflito.
Impactos do Conflito
Desde o início das incursões israelenses em 2 de março, mais de 1.500 pessoas perderam a vida e mais de um milhão foram deslocadas, principalmente do sul do Líbano e dos subúrbios de Beirute, um bastião do Hezbollah. Ali Youssef, um homem de 50 anos que se encontra acampado nos arredores do subúrbio sul, afirmou que está aguardando um pronunciamento do Hezbollah antes de decidir retornar para sua casa na área afetada pelos bombardeios israelenses.
O Hezbollah, por sua vez, aconselhou os deslocados a não retornarem antes que um cessar-fogo “oficial e definitivo” seja estabelecido.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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