Israel reabre passagem de Rafah durante o cessar-fogo em Gaza

Autoridades liberam movimento restrito na fronteira com Egito após quase 2 anos de fechamento. Confira no Poder360.

2 min de leitura
Palestinos retornam ao norte de Gaza após acordo para libertar refém

Palestinos retornam ao norte de Gaza após acordo para libertar refém

Reabertura da Passagem de Rafah entre Gaza e Egito

Israel reabriu parcialmente a passagem de fronteira de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, neste domingo (1º de fevereiro de 2026). Essa ação faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Hamas, após quase dois anos de fechamento quase total da passagem.

A Coordenadoria de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat) informou que a passagem foi aberta “em caráter experimental” e “apenas para movimento limitado de pessoas”. Um comunicado posterior indicou que uma reabertura mais ampla está prevista para segunda-feira (2 de fevereiro), permitindo a travessia de mais palestinos, embora não tenha sido mencionado o aumento da entrada de ajuda internacional.

Confirmação da Abertura e Contexto Histórico

O chefe do novo comitê palestino, responsável pelos assuntos diários de Gaza, confirmou que a passagem será aberta em ambas as direções a partir de segunda-feira. A passagem de Rafah é o único ponto de entrada e saída da Faixa de Gaza, que está sob bloqueio israelense desde que o Hamas assumiu o controle em 2007. O exército israelense tomou a passagem em maio de 2024, alegando que era parte das operações de contrabando do Hamas.

Se o projeto piloto de reabertura for bem-sucedido, espera-se que o número de pessoas que atravessam a passagem aumente ao longo do tempo.

Abertura Após Bombardeio em Gaza

A reabertura da passagem ocorreu após a recuperação dos restos mortais do último refém israelense mantido em Gaza, e um dia após um ataque aéreo israelense que resultou na morte de pelo menos 30 pessoas, configurando uma violação do cessar-fogo. O Ministério da Saúde de Gaza relatou que cerca de 20.000 palestinos, incluindo crianças, aguardam atendimento médico fora da região devastada pela guerra, enquanto muitos outros esperam retornar para casa.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que 50 pacientes poderão deixar a Faixa de Gaza diariamente, assim como 50 pessoas poderão entrar. A verificação dos que cruzam a fronteira ficará a cargo de Israel e Egito, com supervisão de agentes da União Europeia.

Proibição de Médicos Sem Fronteiras em Gaza

Paralelamente, Israel anunciou medidas para impedir que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) opere na Faixa de Gaza. O Ministério da Diáspora alegou que a MSF se recusou a cumprir um novo procedimento de registro que exige que organizações humanitárias apresentem listas de funcionários palestinos locais, com o objetivo de evitar que atividades humanitárias sejam utilizadas para fins hostis.

O ministério também afirmou que dois membros da equipe da MSF estariam ligados a grupos militantes palestinos, o que foi negado pela organização. A MSF decidiu não fornecer a lista solicitada e informou que tentativas de negociação com as autoridades israelenses não tiveram sucesso. A proibição estipula que a MSF deve deixar o território até 28 de fevereiro.

Fonte por: Poder 360

Sair da versão mobile