Israel registra terras na Cisjordânia e é acusado de anexação
Israel intensifica construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia e implementa mudanças burocráticas significativas.
Israel Retoma Regulamentação de Terras na Cisjordânia
No último domingo, 15, o governo de Israel anunciou a retomada do processo de regulamentação de terras na Cisjordânia ocupada, o que pode intensificar o controle israelense na região. Essa medida envolve a reabertura dos processos de “assentamento de título de terra”, que estavam suspensos desde a Guerra do Oriente Médio em 1967.
Com o início do registro de terras em áreas específicas, qualquer indivíduo que reivindique a propriedade deve apresentar documentação comprobatória. Nos últimos meses, Israel já havia ampliado a construção de assentamentos judaicos e legalizado postos avançados, além de implementar mudanças significativas em suas políticas para reforçar sua presença no território e enfraquecer a Autoridade Palestina.
Reações à Decisão do Governo Israelense
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel alegou, sem apresentar provas, que a Autoridade Palestina estava realizando “procedimentos ilegais de registro de terras na Área C”. A decisão de retomar a regulamentação, segundo o governo israelense, visa aumentar a transparência no processo.
De acordo com o grupo israelense anti-assentamento Peace Now, essa iniciativa pode ser vista como uma “mega apropriação de terras” dos palestinos. O diretor do programa Settlement Watch, Hagit Ofran, destacou que essa ação é significativa e pode permitir que o Estado israelense controle quase toda a Área C, que representa 60% da Cisjordânia e está sob controle militar israelense desde os acordos da década de 1990.
Implicações para os Palestinos
Ofran também apontou que o processo de comprovação de propriedade tende a ser opaco, sugerindo que as terras atualmente pertencentes a palestinos que passarem pelo registro provavelmente serão transferidas para o controle israelense. Ele afirmou que os palestinos enfrentarão dificuldades em provar a propriedade de suas terras.
Reação da Autoridade Palestina
O escritório do Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou a decisão como uma “grave escalada e uma violação do direito internacional”, considerando-a uma “anexação de fato”. Abbas fez um apelo à comunidade internacional, especialmente ao Conselho de Segurança da ONU e aos Estados Unidos, para que intervenham imediatamente na situação.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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