Janja Lula da Silva se Pronuncia sobre Projeto de Lei contra Misoginia
A primeira-dama Janja Lula da Silva fez um pronunciamento em seu Instagram na sexta-feira, 27 de março de 2026, sobre o projeto de lei que criminaliza o discurso de misoginia, aprovado pelo Senado no dia 24 de março. Em um vídeo, Janja pediu à Câmara dos Deputados que o projeto seja votado rapidamente, destacando sua importância para a proteção das mulheres.
Apelo pela Aprovação Rápida do Projeto
No vídeo, Janja enfatizou a urgência da aprovação do projeto, afirmando: “Nós, mulheres, precisamos que esse projeto seja rapidamente aprovado na Câmara e sancionado pelo presidente da República. Ele é um instrumento importante de proteção à vida das mulheres”.
O projeto, relatado pela senadora Soraya Thronicke, define misoginia como a manifestação de ódio ou aversão a mulheres, equiparando-a juridicamente ao racismo, com penas mais severas e inafiançáveis.
Rebatendo Críticas
A primeira-dama também respondeu a críticas recebidas nas redes sociais, expressando sua indignação em relação à disseminação de fake news sobre o projeto. Ela direcionou suas palavras ao deputado Nikolas Ferreira, que havia chamado a proposta de “loucura”, afirmando que enquanto ele se preocupava em espalhar mentiras, mulheres estavam sendo assassinadas.
Janja reafirmou seu compromisso com a luta contra o discurso de ódio, declarando: “Nós mulheres não vamos desistir. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta”.
Oposição ao Projeto de Lei
Deputados de direita estão se mobilizando nas redes sociais para barrar o projeto na Câmara. Apesar do apoio do senador Flávio Bolsonaro, que votou a favor no Senado, alguns deputados argumentam que a equiparação da misoginia ao racismo fomenta divisão entre homens e mulheres.
A deputada Júlia Zanatta criticou a proposta, chamando-a de “censura” e afirmando que a lei poderia ser usada para silenciar mulheres, além de criar confusão sobre a identidade de gênero.
Detalhes do Projeto de Lei
Segundo o dicionário Aurélio, misoginia é o desprezo ou aversão às mulheres. Se o projeto for aprovado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, injúrias motivadas por misoginia poderão resultar em penas de 2 a 5 anos de prisão, além de multas. A proposta também criminaliza a discriminação contra mulheres, com penas de 1 a 3 anos.
Além disso, a pena será dobrada para crimes cometidos no contexto de violência doméstica e familiar. O projeto estabelece que atitudes discriminatórias que causem constrangimento ou humilhação a mulheres serão consideradas crime.
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Fonte por: Poder 360
