Japão registra expansão de 1% no terceiro trimestre, apesar das taxas de juros nos EUA

PIB apresentou resultados superiores ao projetado, impulsionado por exportações e investimentos, contudo, o governo identifica potenciais ameaças de rec…

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(Imagem de reprodução da internet).

A economia japonesa registrou um crescimento de 1,0% no segundo trimestre de 2025, superando as projeções, impulsionado por exportações fortes e maior investimento, mesmo com as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (15.ago), sustentam a expectativa de que o Banco do Japão possa aumentar as taxas de juros ainda em 2023. As projeções apontavam para um aumento de 0,4%. As informações são da Reuters.

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Em abril, a Washington aplicou tarifas de 25% sobre automóveis e autopeças japonesas e considerou a expansão para outros produtos. Em julho, um acordo diminuiu as tarifas para 15% em contrapartida a um investimento japonês de US$ 550 bilhões nos Estados Unidos.

Além das exportações robustas, outros elementos contribuíram para o avanço, incluindo os investimentos em bens de capital, que aumentaram 1,3% em vez do projetado 0,5%, e o consumo das famílias, que subiu 0,2%, superior à expectativa de 0,1%.

As exportações, sem considerar as importações, contribuíram positivamente com 0,3 ponto percentual para o Produto Interno Bruto. No primeiro trimestre, haviam retirado 0,8 ponto percentual.

O negociador comercial Ryosei Akazawa afirmou que o governo japonês observa sinais de recuperação no mercado de trabalho e nos salários, embora reconheça que a política comercial dos Estados Unidos continua sendo um fator de risco.

Antecipa-se a perspectivas mais favoráveis no mercado de trabalho e nos níveis de renda, bem como políticas econômicas que incentivem a recuperação, contudo, é necessário monitorar os riscos decorrentes das políticas comerciais dos Estados Unidos.

Contudo, economistas advertem que uma parcela do crescimento decorreu da demanda prévia de clientes asiáticos, antecedendo as novas tarifas e das reduções de preços das montadoras para assegurar a produção nacional. Essas práticas não devem perdurar.

Há também o risco de desaceleração nas exportações quando os custos começarem a ser repassados ao consumidor americano, além da possibilidade de contração no terceiro trimestre.

Na última sexta-feira (8 de agosto de 2025), o negociador comercial japonês Ryosei Azakawa anunciou que os Estados Unidos modificarão uma ordem executiva para evitar a sobreposição de tarifas sobre os produtos do Japão.

Akazawa, em reuniões em Washington, solicitou ao Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que a taxa de 15% sobre importações japonesas, estabelecida em julho, não fosse aplicada de forma cumulativa em produtos que já possuem tarifas mais altas, como a carne bovina.

O Japão se encontra entre os oito principais parceiros comerciais dos EUA que estabeleceram um acordo comercial. A alíquota de 15% aplicada a muitos produtos japoneses é considerada baixa no cenário atual. Em 6 de agosto, os EUA iniciaram a cobrança de tarifas mais altas sobre importações de vários países, incluindo 50% sobre produtos brasileiros, 39% para mercadorias suíças e 35% para importações canadenses.

Fonte por: Poder 360

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